Opinião
Nova oportunidade - Editorial
Graças à pronta ação da Justiça, Alagoas ganha uma nova chance de refletir sobre a melhor localização para o novo aterro sanitário da grande Maceió. Uma das primeiras questões a ser analisada é exatamente esta: o aterro sanitário, em função da grandeza dos investimentos requeridos pela obra, deveria ser pensado não apenas em termos da malha urbana da capital alagoana, mas buscando responder às demandas de correta destinação do lixo das cidades que compõem um tecido comum em torno de Maceió. Essa área de interação, hoje, envolve diretamente regiões como Rio Largo e Cachoeira do Meirin, a partir da expansão nos tabuleiros. Noutro sentido, Marechal Deodoro, Pilar, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco formam um continuum ecológico a partir das lagoas Mundaú e Manguaba e seus canais de ligação. O mais correto seria tratar conjuntamente o lixo desses municípios, mesmo que as malhas urbanas não tenham ainda uma interligação tão explícita como Maceió e Rio Largo, por exemplo. Por que não se discutir um projeto voltado para o futuro imediato, concentrando recursos (de boa monta) numa mesma solução tecnicamente correta? E devemos considerar que esse debate já foi iniciado e já são sobejamente conhecidos os estudos técnicos sobre as melhores opções de localização do aterro sanitário. A questão é democratizar a discussão, envolvendo nesse processo todos os municípios interessados. Alagoas precisa aprender a lição de economizar e racionalizar investimentos. Até porque está seriamente prejudicada a visão de obras vultosas, de custos faraônicos. Vejam o caso Navalha... Aproveitando a oportunidade aberta pela sábia decisão judicial que vetou a (pouco convincente) opção por Guaxuma, a cidadania alagoana deverá repensar, com visão de futuro, obras de vulto como o aterro sanitário.