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Opinião

Protesto coerente - Editorial

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Cobertos de razão, os moradores da região do Benedito Bentes, estão botando a boca no mundo, exigindo a continuidade (e conclusão) das obras da tristemente famosa Macrodrenagem do Tabuleiro. Considerada uma das obras fundamentais para a cidade de Maceió, a malfadada macrodrenagem, além de estar se arrastando por anos a fio, corre o risco de ser dilacerada pelas ações decorrentes da Operação Navalha. Teme a população ficar com um prejuízo de grandes proporções, pois o abandono da obra anuncia-se como um rol de desastres ambientais, em função da erosão natural sobre as ações artificiais implementadas pelas obras. Ou seja, além de não usufruírem dos sonhados benefícios da grande drenagem do baixio inundável do Tabuleiro, o histórico flagelo das cheias pode ser ampliado para proporções ainda mais dramáticas, em função das decorrências da força das águas sobre os canais inconclusos. Insistimos no tema: a apuração das irregularidades, da corrupção e do desvio de verbas não pode ser revertida contra o povo. Uma obra como a macrodrenagem do Tabuleiro, um dos objetos das investigações da Operação Navalha, não pode mais sofrer protelações. Comprovadas as denúncias de superfaturamento e desvio de recursos para quaisquer empreendimentos, que sejam ressarcidos os cofres públicos através dos bens daqueles que se apropriaram do dinheiro público ? e que as obras sigam em frente (considerando, logicamente, aquelas que têm importância comprovada). Este é o caso da obra que atormenta os moradores da região do Benedito Bentes, Salvador Lyra e adjacências e, principalmente, tira o sono dos empresários que apostam no Distrito Industrial Luiz Cavalcante. Sem a conclusão da macrodrenagem, transformar-se-á em pesadelo o sonho de Maceió implementar projetos sustentáveis de desenvolvimento urbano.

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