Opinião
Luta de todos os dias - Editorial
Comemorou-se ontem o Dia Mundial sem Tabaco. Os 31 de maio, definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), têm sido, a cada ano, mais intensamente marcado. Embora as multidões não saiam às ruas, a campanha contra o fumo cada vez mais toma corpo. Melhor para a saúde. No Brasil, o Dia Mundial sem Tabaco é comemorado desde 1989, num esforço coordenado pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo. E aqui, como alhures, tem sido registrado um significativo avanço nas restrições ao hábito de fumar ? outrora símbolo de charme e independência. A cada ano, uma ?bandeira? tremula sobre o Dia Mundial sem Tabaco, a título de slogan e orientação para a luta contra o fumo. Neste ano, a proteção dos fumantes passivos foi a divisa. A preocupação do mundo para com o tema tem suas razões, afinal a OMS estima que em 200 mil o número de óbitos, por ano, em decorrência de doenças provocadas pela simples exposição ao cigarro nos locais de trabalho. A tendência é o banimento do fumo em todos os locais fechados, como já ocorre em países como a Irlanda e Escócia, onde a imagem recorrente dos pubs enfumaçados era uma espécie de ícone cultural. Assinala a BBC que ?em Nova York, desde 2003, também é proibido fumar em todos os bares e restaurantes da cidade. O comerciante que não fizer valer a lei pode perder a licença comercial e receber uma multa de no mínimo US$ 200 (R$ 384,00)?. No Brasil, a maioria dos locais públicos já proíbe o fumo, embora sejam reservadas áreas específicas para as baforadas de quem não consegue viver sem interagir com a fumaça. De olho no que acontece (de bom para a saúde) no resto do mundo, é bom irmos nos preparando, no Brasil, para não perder esse bonde. Depois de copiar tanta porcaria, é hora de surfar na crista de uma onda do bem.