Opinião
Seguran�a nacional
| Sebastião José Palmeira * A Hidrelétrica de Tucuruí foi invadida por um bando de desocupados, que a pretexto de protestarem, brincaram com coisa séria, grave, que diz respeito à segurança da Pátria e da gente brasileira. Um elemento inescrupuloso, com ares de falso líder terrorista, ameaçava destruir as torres de transmissão de energia que abastecem parte do País. Com a ousadia dos vândalos, própria de um País sem lei e sem autoridade, brincava com os botões de controle interno do painel da hidrelétrica, pondo em risco toda a comunidade abastecida pela geradora de energia. Um engenheiro da referida companhia energética, afirmou que aquela brincadeira poderia ter gerado um apagão de grandes conseqüências ou a abertura de comportas que alagariam cidades e deixariam populações submersas, afogadas, mortas e destruídas. As hidrelétricas constituem pontos vulneráveis para a segurança do País. Deveriam ter a guarda constante e permanente das Forças Armadas. Deveriam possuir ao redor, tropas ou sedes militares, e a cena que presenciamos, jamais poderia acontecer. Democracia sim, bagunça jamais! Basta de apagões aéreos, invasões de propriedades privadas, bloqueios de rodovias e outros abusos que impedem o sagrado direito de ir e vir, garantido na Constituição Federal. É preciso que o Presidente da República, Comandante em chefe das Forças Armadas, atente para a realidade em que vivemos e para as suas responsabilidades como Chefe de Estado. As Forças Armadas devem ser reaparelhadas, guardar as nossas fronteiras e as nossas riquezas, que se esvaem para outros países, sem qualquer controle. Como cidadão, defendo a ampliação e o reaparelhamento das Forças Armadas, gerando segurança e emprego para jovens desempregados, patriotas e sedentos por uma oportunidade. Sou contrário que o Ministério da Defesa seja comandado por um civil, que nada sabe sobre segurança nacional. Esse Ministério deve ser dirigido por um general, um almirante ou um brigadeiro do ar, treinados militarmente e preparados para defender a Pátria. Que se altere a Constituição Federal e, as Forças Armadas passem a atuar, também, na segurança do povo e das nossas fronteiras, pois, indubitavelmente, nosso País vive momentos de insegurança. Não é justo o Brasil mandar seu exército patrulhar e garantir o povo do Haiti, e deixar o Brasil à mercê do medo e da insegurança. (*) É procurador de Estado e diretor-geral da Seune.