Opinião
A situa��o da sa�de - Editorial
O governo federal, segundo o governo estadual, acaba de garantir a liberação de recursos para a conclusão de obras de reforma e ampliação da Coordenadoria de Emergência Armando Lages (Coemal), que substituiu o antigo Hospital Pronto-socorro de Maceió (HPS), inaugurado no ano do centenário da cidade (1936), e que continua como um dos maiores desafios do setor da saúde alagoano. Ao mesmo tempo, piora a situação de há muitos anos lastimável neste mesmo campo com mais uma greve dos médicos da rede pública, e o próprio secretário da Saúde no Estado, médico André Valente, admite que os alagoanos adoecem mais e de forma grave devido à falta de atenção básica. Estamos tratando de uma realidade que seria diferente, se os alagoanos que, em sua quase totalidade, dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir um simples exame em clínica médica, estivessem auferindo os resultados das melhorias propagadas como realizadas durante os dois mandatos no governo que acabou em janeiro deste ano, como o aumento de mais de 500% da quantidade de equipes do Programa Saúde da Família (PSF), passando de 175 em 1998 para 884 em 2005 e atendendo a todos os nossos municípios, e as reformas e ampliação desse nosso maior hospital especializado com a descentralização e humanização dos serviços, ações preventivas e melhores salários dos trabalhadores da saúde. A saúde é direito de todos, não só nas intenções e discursos. E será possível, desde que os governos, principalmente dos Estados detentores dos mais vergonhosos indicadores sociais, lutem contra as injustiças quando da distribuição dos recursos pela União. E quando for tratada com a devida seriedade a Emenda Constitucional 39, editada em 2000, segundo a qual os Estados e municípios devem destinar 12% e 15% de sua receita para a saúde, respectivamente.