Opinião
Plano anticrime - Editorial
Alagoas aparece entre os onze estados cujas regiões terão prioridades no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que acaba de ter seu esboço apresentado ao presidente Lula pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. O privilégio deve-se ao fato de Maceió ter sido transformada numa das capitais mais violentas do País, juntamente com as mais populosas como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Salvador, Brasília e Vitória. O presidente sugeriu a apresentação do novo plano na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, aos parlamentares da coalizão e aos ministros da Educação, Saúde e Esporte, envolvidos no programa. Haverá tempo suficiente, portanto, para os estados se organizarem para implementação das novas medidas com outras anunciadas ao longo de vários anos. Principalmente o nosso, que se sobressai entre os mais necessitados de recursos financeiros para combater as causas da criminalidade. Sobretudo, os delitos causados com o uso de armas de fogo que têm aumentado. A população alagoana passou a sentir-se mais protegida andando armada antes do referendo sobre o desarmamento que aconteceu em 2005. A venda de armas e munições chegou a aumentar cerca de 40% no Estado duas semanas antes de os brasileiros participarem pela primeira vez desta modalidade de consulta popular, quando a maioria dos votantes decidiu contra a proibição da sua comercialização em todo o País. Esse resultado já era esperado por estudiosos das causas e efeitos do crescimento da criminalidade e da violência em várias regiões do planeta. Eles vinham sugerindo que o dinheiro e o tempo gastos com o referendo fossem efetivamente usados para a solução dos problemas sociais e a melhoria das condições de operacionalização dos órgãos ligados aos direitos humanos.