Opinião
D�vidas do Estado - Editorial
Está sendo aguardada para terça-feira vindoura, em Brasília, uma nova reunião de representantes dos governos federal e estadual sobre a situação financeira em Alagoas, instalada há décadas e agravada assustadoramente nos últimos anos. Conseqüentemente, vivemos novos dias, na ?Terra dos Marechais?, com os principais responsáveis pela sua administração naturalmente angustiados e lutando pela retomada da sua capacidade de endividamento. No referido encontro, deverão ser discutidas as medidas de ajuste fiscal e de aumento da arrecadação, segundo informações atribuídas ao próprio governador Teotonio Vilela, que esteve novamente em Brasília esta semana buscando o apoio da União, por meio do Ministério da Fazenda, para reverter o que chamou de situação dramática do Estado. Alagoas sempre necessitou de melhores atenções da parte do poder central. Até mais do que outros Estados nordestinos. Essa necessidade tem aumentado, sobretudo, com as dívidas em relação às áreas social e da infra-estrutura, com o agravamento dos problemas de ordem financeira ao longo de décadas. O dinheiro continua escasso para programas realmente prioritários e de eficácia permanente. Para gastos em mais ações efetivas e menos discursos e promessas nos setores da segurança, saúde, educação. Com projetos de expansão, diversificação e modernização das fontes geradoras de emprego e renda. Os poderes devem se envolver mais com tentativas de prosperidade do Estado, que precisa ter os meios de conseguir recursos de organismos nacionais e internacionais restabelecidos. E já tem a segunda maior dívida consolidada entre os Estados do Nordeste, depois da Bahia (mais de R$ 5 bilhões) e cerca de R$ 150 bilhões comprometidos com juros. Não bastasse tudo isso, permanecemos com vários dos piores indicadores sociais do País.