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Rem�dios da sa�de - Editorial

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A saúde no Brasil precisa de três remédios urgentes; dinheiro, dinheiro e mais dinheiro. Lemos a frase numa matéria publicada pela Veja, em 2005. Segundo a mesma revista, nessa época, o País já contava com 6.500 hospitais, com uma quantidade de médicos proporcionalmente igual a da Inglaterra e um número de leitos semelhante ao da Espanha. Desde 1987, quando começou a abrir o seu sistema de saúde para todos os seus 150 milhões de habitantes, o número dos que passaram ao menos uma noite num hospital, saltou de 10 milhões por ano, um pulo de 50%. A insuficiência de recursos nesta área tem sido motivo de enormes preocupações há muitos anos. Principalmente a contar de 1983, quando os investimentos passaram de 80 dólares para 50 dólares por habitante. De lá para cá, há também melhoras significativas em termos de equipamentos, de atendimentos, de ações preventivas e de capacitação profissional nos estabelecimentos prestadores de serviços de saúde privados, filantrópicos e da rede pública. Todavia, continuam e tornam-se cada vez mais lastimáveis os problemas que terminaram deixando caótica, em todo o País, a situação da maioria da população que depende exclusivamente do SUS, com o detalhe de que esses problemas são antigos e novos, existentes desde as instalações físicas às condições de trabalho dos médicos, enfermeiros e de outros trabalhadores da saúde. Tudo isso deve ser combatido pelos diversos segmentos da sociedade civil organizada, com campanhas, debates, com projetos e outras formas de propostas e reivindicações suficientes para a proteção dos direitos de cada cidadão, de todos os usuários do SUS. O que se vê, no entanto, é um quadro bastante diverso desse, com indicadores que mostram um agravamento do drama vivido pela população.

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