Opinião
Plano para turismo - Editorial
O Plano Nacional de Turismo 2007-2010, lançado anteontem, conforme anúncio do governo, tem como principais objetivos tornar as atividades turísticas maiores geradoras de emprego e renda e redutoras das desigualdades regionais com ações que possibilitem à população de baixa renda a oportunidade de viajar pelo País. A ministra Marta Suplicy até anunciou o lançamento em agosto de um programa voltado aos aposentados com pacotes de viagem de sete dias, no período de baixa temporada, a preços que variam entre R$ 500 e R$ 600, que poderão ser pagos por meio de crédito consignado em folha de pagamento com juros de cerca de 1% ao mês. E também o início das providências objetivando a extensão da medida aos trabalhadores da ativa mediante o uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). De acordo com a Agência Brasil, no novo plano serão priorizados 65 destinos turísticos presentes nos 27 estados brasileiros para que recebam os recursos necessários e se tornem pontos de atração na busca de aumentar a quantidade de viagens internas, que chegaram a 139,5 milhões em 2005. E o Orçamento Geral da União já prevê investimentos de cerca de R$ 984 milhões em promoções interna e externa e de R$ 5,6 bilhões em infra-estrutura. Que assim seja, para a prosperidade do País por meio dos negócios realizados na área turística brasileira, já responsável por uma em cada 15,5 vagas ocupadas no País, que mais pode criar novos empregos e, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), bateu quatro recordes no período de janeiro a abril último, com destaque para os desembarques domésticos, que aumentaram 9,1% nos quatro primeiros meses de 2007 e a corrente cambial turística ? receitas mais despesas ? que atingiu inéditos US$ 2,925 bilhões no primeiro trimestre também deste ano.