Opinião
De Paris a Craponne Sur Arzon
| Rubens Villar * Paris é a capital da cultura e do turismo. A cidade mais requintada do mundo. Notre-Dame, a bela e magestosa catedral, à beira do Rio Sena. Cidade fluvial, Paris é cortada por belíssimas pontes. A de Alexandre III, em homenagem ao monarca russo, ornada por estátuas, a mais famosa. A imponente Torre Eiffel. O Museu do Louvre, a casa de Mona Lisa, com seu sorriso enigmático. A Sorbonne, o templo do saber. O bairro boêmio de Monmatre e, no alto, a famosa Sacre Coeur, regurgitante de gente nos fins de semana. São incontáveis os monumentos de valor histórico. Vestígios do passado se espraiam pela mais famosa avenida. Os Champs-Elysées com o Arco do Triunfo, onde desfilaram as tropas do imperador Napoleão Bonaparte. O exército nazista com seus implacáveis SS e generais do Estado-Maior liderados por Hitler, que na ocasião rasgou o tratado de Versalhes, que sufocava e humilhava a Alemanha, desde o final da Primeira Guerra Mundial. Por sua vez, as tropas aliadas lideradas por americanos, russos e ingleses, também desfilaram naquela bela passarela, após esmagar o nazi-facismo. Rememoramos momentos culturais e históricos impagáveis em companhia de Lilás, Paulinho, Soraya, minha sobrinha, e seu marido, o luzo-francês Celestino, radicado na França desde a infância, programador musical da Eurodisney. Ele é o principal divulgador da música country no país, através de uma cadeia formada por mais de cinqüenta emissoras de rádio. Logo após, nos dirigimos, com minha irmã Rosália, a um vilarejozinho medieval, próximo a Lyon e Saint-Etienne, no sul da França, a cinco horas de Paris, para o maior festival de música country da Europa. Craponne Sur Arzon é seu nome. Região montanhosa, vulcões adormecidos, igrejas sobre montes encarpados, quase inacessíveis, pontilham a região. É neste belo cenário que se desenrola o festival. Bandas americanas, com seus melhores intérpretes, vindos do Texas, principalmente de Nasheville, fizeram rolar um sonzão, durante três dias, para uma multidão de aproximadamente vinte mil pessoas vindas de diversas regiões da Holanda, Alemanha, Itália, Luxemburgo. Desfilando em reluzentes mercedes, BMW, Audis, Lanborgines, Ferraris e Porches dançaram num ritmo e sincronia impressionantes. (*) É ex-deputado, ex-senador, ex-governador de Roraima.