Opinião
Reforma pol�tica: ousaria opinar?
| Mirian Gusmão Canuto * O tema há muito tem sido abordado. Cobrado! Adiado! Volta à tona, sendo alvo das manchetes nacionais, com a proposta de ?lista fechada?. O método atual brasileiro baseia-se no sistema proporcional com voto nominal aliado ao de legenda. Desta maneira, prioriza-se a figura do candidato, ficando o partido em plano secundário. Os senhores deputados desejam modificar essa cláusula. O presidente da comissão de constituição e justiça considera ?mais um remendão? e alega inconstitucionalidade. Nosso presidente declara que pretende ?sentar à mesa com as mais amplas entidades representativas?. O que visa ?realmente? o governo? O nosso bem-estar? A credibilidade das instituições políticas? O avanço da democracia? O combate à corrupção? E o cidadão brasileiro, o que espera? O que sugere? Ousaria opinar? Sejamos participativos! Enfoques múltiplos poderão servir de motivação às discordâncias, e caminho aberto às melhores idéias. A mídia retrata dados deprimentes de nossos representantes e o Ibope, em pesquisa divulgada pela revista Veja/31 janeiro, revela uma reprovação de 84% dos brasileiros aos parlamentares, que lhes atribuem constrangedores adjetivos: 55% desonestos; 52% insensíveis aos interesses da sociedade; 49% mentirosos; Algo está errado! É preciso mudar! É indispensável a contribuição da sociedade! Pertinente o artigo do jornalista Roberto Pompeu de Toledo na Veja/22 junho de 2007. Após consistente informativo declara: ?Tal projeto vinha eivado do costumeiro vício da malandragem nacional?. ?Sentados à mesa?, o que proporíamos? ? Redução em 50% de deputados estaduais, federais e vereadores; ? 30% de senadores; ? Limite de partidos; ? Facultar o direito de votar; ? Proibir o voto do analfabeto ? o que há anos parecia uma conquista, na prática passou a ser um fator contribuinte à corrupção; ? Fidelidade partidária; ? Lei de responsabilidade fiscal e prestação de contas de todos os partidos; ? C.S.I. ao invés de C.P.I. ? Comissão Social de Inquérito, constituídos por entidades de classes sociais, as mais abrangentes, integrada aos parlamentares. Dos estudantes aos industriais. Afinal, o povo vota, o povo elege. Cabe ao povo destituir. A proposta de reforma política deveria sair das universidades brasileiras. Mestres e especialistas em Direito Político estudariam um projeto a ser votado pelo eleitor brasileiro. (*) É médica e empresária de Turismo.