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A bancada da revitaliza��o

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| Antônio Albuquerque * No mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, intensificaram-se as gestões do governo federal com vista ao início do megaprojeto de transposição das águas do Rio São Francisco. Há informações de que o setor de engenharia do Exército já realiza levantamentos topográficos na região pernambucana de Cabrobró, o que demonstra a firme determinação do poder central de levar adiante um empreendimento que nasce sob o signo da dúvida e da polêmica. E, quando o assunto é a bacia do São Francisco, sinto-me à vontade para manifestar minha opinião crítica em relação à obra proposta. Venho pautando de forma ativa a participação em fóruns de debate parlamentares acerca dessa temática, inclusive envolvendo outras casas legislativas. Fui conhecer o curso do rio, desde Pirapora, e refleti sobre os argumentos apresentados por ambientalistas, moradores ribeirinhos, professores e políticos. Ainda há outro aspecto: a posição, praticamente unânime do nosso parlamento, contrária à forma pela qual o governo encaminha a obra de transposição das águas do Velho Chico. E, para caracterizar bem mais a nossa defesa pela sustentabilidade desse patrimônio natural, a Assembléia realizou uma nova sessão pública em que debateu o assunto com a sociedade. E foi além ao convidar o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, para participar do evento. Mesmo estando em Alagoas, o ministro resolveu manifestar a impossibilidade de debater com os deputados o futuro do São Francisco. A Assembléia escalou uma comissão para ir a Penedo e entregar nas mãos de sua excelência um documento que bem retrata uma postura moldada pelo debate com os mais amplos segmentos sociais. O São Francisco lembra bem um paciente que precisa de transfusão. O rio está cada vez mais assoreado, 95% de sua mata ciliar já foi devastada e 450 cidades que integram sua bacia são desprovidas de saneamento básico. Sobre o assoreamento, basta conversar com um pescador de Piaçabuçu para obter o testemunho de quem verifica a evolução da água do mar no curso do rio, sem falar do impacto provocado pelas hidrelétricas no ciclo de dragagem natural dos bancos de areia. Defendemos a revitalização do rio, inclusive garantindo mais qualidade de vida a quem mora em suas margens. Há comunidades que são abastecidas ainda hoje por carros-pipa, mesmo visualizando o Velho Chico. Dentro de uma gestão socialmente responsável, a recuperação do rio está em primeiro lugar. (*) É presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas.

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