Opinião
Para mudar - Editorial
Como em outras ocasiões em que a Nação brasileira vivenciou os meios de comunicação de massa dedicando maiores espaços aos fatos ligados à praga da corrupção com recursos do erário e suas conseqüências, a questão das obras inacabadas (400, atualmente, segundo o Tribunal de Contas da União, volta a ser motivo de denúncias e maiores preocupações. Enquanto isto, o País segue carecendo de investimentos em infra-estrutura, imprescindíveis para a solução dos problemas econômicos e sociais. Como o desemprego, cujos números apurados em maio último, nas seis maiores regiões metropolitanas, foram praticamente os mesmos registrados em maio de 2006, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda conforme o IBGE, 2,3 milhões de brasileiros procuraram emprego no mês de maio, repetindo os números de abril. Este é um número que já é preocupante, e crescerá, contribuindo para ocorrências piores, se o gerenciamento das verbas públicas continuar sendo mal feito, administrado e fiscalizado por irresponsáveis, sejam ou não ligados aos órgãos públicos. É vergonhoso, chocante, condenável em todos os aspectos, o que vem acontecendo no Brasil, principalmente em várias das suas mais importantes instituições, devido às ocorrências como os das obras inacabadas. Juntamente à crise citada em recente nota do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como ?decorrente da falta de consciência moral, estimulada pela ganância e marcada pelos corporativismos históricos, que utilizam as estruturas do poder para benefício próprio e de grupos?. É mais do que a hora para uma virada nessa seqüência de fatos que marcam a história brasileira e aprofundam crises políticas das mais graves. O Brasil precisa olhar para frente.