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Cad� a qualidade? - Editorial

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O Estado enfrenta mais um momento difícil com os servidores públicos, principalmente o pessoal da saúde. A greve dos médicos já provocou uma série de transtornos e expôs a fragilidade do serviço oferecido aos menos favorecidos. Sem acordo entre governo e categoria, os médicos seguem na mobilização e ignoram até decisão judicial que determinou o fim do movimento grevista. O governo é acusado de intransigência e, agora, também de fazer ameaças aos profissionais. O Sindicato dos Médicos afirma que há ameaça de demissão por parte da Secretaria de Administração. A pressão seria uma forma de obrigar a volta ao trabalho. O governo nega qualquer tipo de pressão ou ameaças, mas avisa que demissão está prevista na lei ? o que deixa claro que do outro lado do balcão, secretário e governo não estão brincando. A convocação para contratações já está em curso. Até ontem, o nível de diálogo estava bem perto de zero. O impasse causou também desespero em quem precisou de atendimento nos ambulatórios de Maceió, mas não conseguiu. No pronto-socorro da capital, corredores com pacientes pelo chão já é mais do que comum. Funcionários denunciam a ausência de condições mínimas de trabalho e até o descaso com a higiene. O mais grave de tudo é que não se vê sinal razoável de acordo, de se chegar ao fim da greve, muito pelo contrário. O caso já mereceu ações judiciais, ataques e acusações. Mas como nem a Justiça é levada em conta nesse caso, é bom que governo e grevistas atentem para o papel e as responsabilidades de cada um. A saúde do povo de Alagoas não tem um cuidado exemplar ? em situações normais ?, imagine diante de um serviço parado. Não há mais tempo a perder, chega de palavras de ordem, de polêmica, de ameaças. Falta, isto sim, saúde pública de qualidade em Alagoas.

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