Opinião
TU �S PEDRO!
A Igreja dispersa pelo mundo inteiro une-se à Igreja de Deus que está em Roma para celebrar a solene comemoração do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, que deram seu último e pleno testemunho de Cristo, derramando seu sangue em Roma. É uma oportunidade para recordar a missão do Sucessor de Pedro na Igreja de Cristo. O Papa, como vigário de Cristo e Sucessor de Pedro na Igreja, é o sinal visível da comunhão de todos os discípulos de Cristo na mesma fé e caridade, de modo que, com ele, todos os fiéis e todos os pastores devem estar em comunhão. Ele não é um administrador e não tem um programa de governo ou um cronograma de atividades; é uma testemunha: testemunha a fé da Igreja, expressa pelo Apóstolo Pedro: ?Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!?. Este serviço na comunidade eclesial existe por vontade do próprio Senhor Jesus Cristo, de modo que não poderia jamais ser criado ou cancelado pela Igreja. Esse ministério petrino não é uma monarquia absoluta, nos moldes dos governantes deste mundo. O Papa não é o que manda; é o que serve à unidade da fé e do amor. Antes de ser obedecido, ele é o primeiro a obedecer Àquele que se fez obediente até a morte. Certamente, ele tem a autoridade que lhe foi conferida por Cristo para ligar e desligar, para admitir e excluir da comunidade da Igreja, para punir e suspender a punição. Tem também a autoridade suprema de ensinar em nome e com o mandato de Cristo. No entanto, tudo isso é um serviço, com o objetivo de manter a Igreja toda unida na fidelidade à mesma fé apostólica e à mesma caridade, dons do Senhor. Do mesmo modo que seria um erro ver no Papa um monarca absoluto, também seria grave engano ver nele um líder democrático que somente poderia agir de acordo com a maioria e suas palavras, ensinamentos e decisões somente teriam valor se aprovados pelos membros da Igreja. Na Igreja, a autoridade não provém do rebanho, mas do Pastor, Jesus Cristo: ?Quem vos ouve, a mim ouve?. É ele quem escolhe e chama, conferindo o carisma da autoridade aos que escolheu. A atitude correta de um verdadeiro católico para com o Santo Padre é a de sentimento filial, de reverência consciente e madura e de atenção fiel aos seus ensinamentos. Quando o Papa ensina de modo solene, no caso da proclamação de um dogma de fé, ou quando se pronuncia de modo definitivo sobre alguma doutrina, mesmo que de modo não solene, nossa adesão ao seu ensinamento deve ser de adesão total, confiando que no seu ensinamento é o próprio Cristo que, no Espírito Santo, recorda continuamente à Igreja tudo aquilo que tem relação com a verdade da nossa salvação. Acompanhemos o nosso Santo Padre com nossa oração e nosso afeto. Nós o conhecemos e o chamamos Bento; mas, na verdade, o seu nome é Pedro, a pedra sobre a qual o Senhor continuamente edifica a sua Igreja.