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A desnutri��o - Editorial

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A primeira semana do sétimo mês do ano começa no País com dois eventos da maior importância em nível nacional. Um deles, terminou ontem: o primeiro encontro de crianças e adolescentes quilombolas, o Quilombinho realizado em Brasília. O outro é a conferência sobre alimentação e nutrição que acontece em Fortaleza e cujas conclusões devem priorizar o equacionamento de graves ocorrências na área social, como a desnutrição, que atinge boa parte da população do País e foi tema também abordado no Quilombinho. Somente nas comunidades quilombolas, onde vivem cerca de 900 mil crianças e adolescentes, a desnutrição atinge uma em cada dez crianças, de acordo com a pesquisa Chamada Nutricional, feita recentemente pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ministério do Desenvolvimento Social e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). A proporção de crianças quilombolas desnutridas com até 5 anos é 76,1% maior que a média das crianças brasileiras e 44,6% maior que na população rural, 11,6% dessas crianças têm altura inferior aos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa situação deve ser tratada urgentemente e com a devida seriedade, pois, conforme uma estimativa da ONU divulgada em 2005, 852 milhões de pessoas no mundo estavam desnutridas entre 2000 e 2002. A grande maioria (815 milhões) em países em desenvolvimento. Nesse mesmo ano, houve a 32ª Sessão da Comissão Permanente de Nutrição das Nações Unidas em Brasília. Soube-se, então, que os projetos oficiais de alimentação com o objetivo de reduzir a fome e má-nutrição continuam insuficientes e dificultando o cumprimento das Metas do Milênio, que prevêem a melhoria das condições de vida em relação à educação, saúde, igualdade de gênero, desenvolvimento econômico e ambiental até 2015.

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