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Aborto – sim ou n�o?

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| Dom Edvaldo G. Amaral * Uma nervosa leitora da edição internacional do Bollettino Salesiano escrevia na seção Cartas de junho último: ?Será possível que os senhores ainda não entenderam que é um grande bem para o Estado, para a família e para a sociedade, que se impeça de vir ao mundo crianças indesejadas, que viriam sofrer e fazer sofrer os outros e cuja vida seria um verdadeiro inferno?? O diretor da revista salesiana ironicamente propôs à ?gentil? leitora, revoltada com a doutrina cristã sobre a condenação absoluta do aborto, casos reais para sua consideração e resposta: ?Gentil leitora, proponho-lhe quatro casos históricos para sua reflexão: 1º ? Um casal, ele, asmático e ela, tuberculosa, teve quatro filhos: o primeiro nasceu cego, o segundo surdo, o terceiro nati-morto e o quarto herdou a doença do pai. A esposa está grávida outra vez. Nesse caso, a senhorita aconselharia o aborto? 2º ? Um branco estupra uma jovenzinha negra de 13 anos, que fica grávida. Se a senhorita fosse sua mãe, decidiria pelo aborto? 3º ? Uma senhora casada está grávida, mas o marido foi para a guerra, ela, muito doente, tem já dois filhos e não tem como viver em seu País em guerra. Aconselharia esta mãe a livrar-se de mais este filho? 4º ? Um casal, extremamente pobre, teve já 14 filhos (catorze!). Passam fome e não dispõem do necessário à sobrevivência. Seria lógico a mãe praticar o aborto com o 15º rebento, que lhe apareceu? Prezada leitora, pense muito e responda com a sua consciência se daria um sim a esses quatro abortos. Veja bem: se o fizesse, estaria impedindo de vir ao mundo, no 1º caso, Ludwig van Beethoven, um dos maiores gênios da música de todos os tempos; no 2º caso, Ethel Waters, uma das mais famosas cantoras negras de blues dos Estados Unidos; no 3º caso, a senhorita estaria matando no seio materno, Karol Wojtila, que foi o Papa João Paulo II; e no 4º, estaria impedindo o nascimento de John Wesley, fundador dos metodistas, um dos maiores pregadores evangélicos dos anos 1700?. O aborto, isto é, destruir a vida de um ser indefeso, no santuário da vida que é o útero materno, por aquela mesma que lhe deu a existência, será sempre, em qualquer circunstância, um crime abominável, que nada, nem ninguém, poderá jamais justificar! Bem diversa dessas abortistas é a atitude heróica das mães, que sacrificam tudo na vida e se sacrificam a si mesmas, para estarem com seus filhos nas UTIs, como mostra o livro (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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