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Opinião

A a��o santificadora no mundo

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| Dom Antonio, O. Carm. * Confrontando nosso sacerdócio ministerial com a verdade fundamental de nossa profissão de fé, percebemos que há um imperativo diante do qual somos convidados a confrontar as nossas vidas, de forma a construirmos esta sintonia permanente entre o mistério que professamos e a vida concreta em que vivemos. O caráter indelével do nosso sacerdócio é algo que atinge o ser e, a partir de nossa abertura à graça forja nossa identidade testemunhal. Sem os atos pessoais e responsáveis que expressam a santidade ministerial, o sacerdócio se converte em um ato formal e vazio de sentido, abstrato e sem vida e perde sua fecundidade e santidade. O lugar deste nosso ministério é o lugar do exercício de nossa santidade. Nós nos santificamos no meio e inseridos nas realidades nas quais vivemos. Santa Teresa, a doutora de Ávila, dizia em uma forma jocosa: ?O nosso bom Deus também passeia por entre as panelas?. Nós somos povo de Deus, o povo santo e pecador e de sua predileção. ?Vós sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa? (1 Pdr. 2, 9). É mais do que urgente que tomemos consciência desta nossa dignidade e missão, o nosso esforço cotidiano deve ser o de tender sempre mais para a concretização destas verdades com palavras e em atos. Sobretudo nestes hodiernos tempos, onde há uma marca profunda de desintegração e de fragilização das pessoas e das instituições, a busca pelo sentido da vida, a presença do ministério da Igreja e nosso, deve ser de uma força convocatória, marcada pelo esforço pessoal e institucional para a construção da própria integridade da vida e do criado. Mesmo no meio do relativismo e da secularização do nosso tempo, as pessoas buscam por sinais que comuniquem significado e sentido para a vida. O ministério ordenado e todos os serviços na Igreja de Cristo, pela forma específica de seu existir, devem ser sinal vivo do que Deus quer comunicar, apontam para o transcendente. É claro que torna-se desafiador para todos nós a missão sublime de ser sinais, sobretudo quando deparamo-nos com nossas fragilidades e imperfeições ou as vezes sentimos a ineficácia de nossas palavras, gestos e ações concretas. A graça de Deus vem a cada dia ao nosso encontro a dizer-nos: ?Tende confiança, sou eu, não tenhais medo!? (Mt. 14, 26). (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

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