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Opinião

A prop�sito de cinema

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| Lysette Lyra * O cinema foi inventado em 1895, pelos irmãos Lumiáre, em Paris. Exibido pela primeira vez para o público no subterrâneo do Grande Café, numa série de 10 filmes de 40 a 50 segundos cada. Depois apareceu um mágico, Meliás, que, comprando um aparelho aos irmãos Lumiáre, começou a produzir filmes mais teatrais, com efeitos e narrativas, sendo ele considerado o pai do cinema. Por registrar acontecimentos, relatar histórias, o cinema é considerado uma arte, a sétima arte. Cinema é a abreviação de cinematografia, técnica de projetar quadros de forma rápida e sucessiva, dando a impressão de movimento. De 1950 até 1990 o cinema esteve no auge, repleto de bons atores, de notáveis produtores como Alfred Hichcock, Charles Chaplin, Frederico Fellini, Jean-luc Godard, Francis Coppola, Michelangelo Antonioni, Jean Marie Straub, Igmar Bergman, Steven Spielberg e outros. Era um cinema de arte e prazer, que nos fazia sonhar, chorar e rir. Os filmes policiais de Hichcock nos deixavam envoltos em suspense para nos surpreender com finais inteiramente inesperados! As comédias apresentavam humor inteligente. Os dramas reproduziam histórias comoventes em bom estilo e nos levavam às lágrimas. Filmes narrando grandes acontecimentos cívicos eram tratados em extraordinárias produções. Os musicais tornavam-se inesquecíveis. Bob Fosse era mestre no gênero. Artistas como Katharine Hepburn, James Cagney, Hugh Hudson, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Joan Crawford, Betty Davis, Paul Newman, Dustin Hoffman, Jack Lemon, Julie Andrews, Marlon Brando, Gary Cooper, Cary Grant, Meryl Streep, Jack Nicholson, Nelson Eddy, Robert Redford, e tantos mais possuidores de grande talento, transformavam em realidade as mais simples histórias. Os enredos eram geralmente adaptados de grandes livros, o que lhes garantia sucesso. Hoje o cinema perdeu sua fórmula artística. Raros são os filmes que valem a pena serem vistos. Usam ?escripts? pobres em expressão. As comédias são insuportáveis chanchadas, com raríssimas exceções. Os policiais são geralmente incompreensíveis. As cenas românticas tornaram-se tão explícitas que agridem nossos sentimentos, por mais modernos que sejamos. A violência tornou-se o tema, quase absoluto, exibido no cinema, inspirando e ensinando seus truques aos marginais esquizofrênicos que proliferam na sociedade atual. A pobreza dos enlatados americanos, mostra a decadência da outrora extraordinária Hollywood, fábrica de sonhos e emoções. (*) É escritora.

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