Opinião
Pearl Harbor, Hava�
| Rubens Villar * Há quinze anos visitei o Havaí em companhia do meu filho RV Jr. De passagem por Nova York subimos ao terraço do 110º andar do Word Trade Center. De lá avistamos a Estátua da Liberdade, o Rio Hudson circundando Manhattan, a ponte do Brooklin, a ONU ? Organização das Nações, o Empire State Building o tradicional Waldorf-Astoria hotel, o prédio da Chrysler, a famosa Brodway com seus teatros. Anos depois vimos através da televisão as magníficas torres gêmeas em chamas alvo de uma ação terrorista tanto abominável quanto espetacular pelo seu ineditismo. O Afeganistão e o Iraque mancomunados com o mago Osama Bin Laden pagaram o pato, vítimas da vendeta do Pentágono, por ousarem desafiar o Império. E a CIA, e o FBI, tão onipresentes, tão eficientes no cinema hollywoodiano em filmes de ação, aventuras e espionagem, nunca deram nem um chute sequer no traseiro do barbudo que eles mesmos treinaram para derrotar os russos na guerra com os afegões. Honolulu é a bela capital do Havaí. Do alto do mirante da altíssima montanha Diamont se descortina toda a cidade. Na famosa praia de Waikiki encontram-se os grandes hotéis, se destacando o Village Hilton Hotel, com três mil apartamentos, suas torres coloridas, dois minisshopings, com legendas em inglês e caracteres japoneses, para atender seus hospedes mais freqüentes vindos de São Francisco e Los Angeles e de Tóquio no Japão. Ao chegar ao Havaí minha maior curiosidade era conhecer a famosa base aero-naval de Pearl Habor. Durante a segunda guerra mundial mais de quatrocentos aviões e submarinos da Marinha Imperial Japonesa desfecharam poderoso ataque-surpresa contra navios e aviões da Marinha americana. O ataque foi perpetrado sob a liderança do famoso Almirante Yamamoto, considerado um gênio militar e grande estrategista. No museu da Marinha americana vimos muitas fotos do terrível combate. O mais impressionante foi ver ao vivo o US Arizona, um imenso navio de guerra, virado, emborcado, onde perderam a vida 1.262 oficiais e marinheiros numa das maiores tragédias da segunda guerra mundial. O Almirante Yamamoto após o ataque arrasador afirmou para os seus oficiais ?acabamos de despertar um gigante?. (*) É ex-deputado, ex-senador, ex-governador de Roraima.