Opinião
Caos nas estradas - Editorial
Parece sina, mas Alagoas não se afasta das manchetes - sejam positivas ou negativas. Ontem, os pés de Marta nos cobriram de glória; mas para não deixar a alegria sem um ponta de dor, o destino nos reservou um acidente aéreo. Marta, a divina artista da bola nascida em Dois Riachos, merece ser festejada em texto isento de dores e críticas - como este está sendo escrito. Assim, a craque alagoana cederá, por hoje, esse local para mais reflexões sobre a periculosidade nos trasportes brasileiros. Ontem, esse editorial debrouçou-se sobre a necessidade de não se olvidar a tragédia cotidiana das estradas brasileiras. Hoje, pranteamos mais uma vida perdida em acidente aéreo, esse ocorrido em Alagoas, quando um bimotor chocou-se com uma torre de alta-tensão. Mais uma baixa num cenário caótico. Porém, maiores perigos existem além das rotas aéreas. Para não deixar esmorecer o alerta de ontem, é justo fazermos uma superficial avaliação do quadro geral de baixas em acidentes envolvendo transportes acontecidos na quinta-feira, 26 de julho de 2007. Naturalmente, não há condições agora de um levantamento criterioso, alcançando todo o País, mas se olharmos apenas o site da Rede Globo, notaremos que, em sinistros rodoviários ocorridos ontem, perderam a vida 16 pessoas. Num passar de olhos, descobrimos que em Minas Gerais 12 pessoas morreram, no local, em um acidente envolvendo um caminhão e um ônibus fretado por romeiros; 25 feridos foram levados para os hospitais da região. No acidente, morreram os dois motoristas. Em São Paulo, uma colisão entre um carro e uma lotação deixou quatro mortos. Terão havido mais acidentes rodoviários ontem? E hoje? Infelizmente, o caos mortal não é só aéreo. O caos rodoviário segue matando em velocidade muito maior. Até quando?