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Outro Litoral Norte - Editorial

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Muitos ainda se perguntam por que Alagoas, com tamanho potencial turístico, teima em não decolar, continuando a perder posições para outras áreas. Para esse tipo de questionamento, porém, a resposta é simples: basta observar o caso do lixão em Guaxuma. Colocar o aterro sanitário da grande Maceió no meio de uma das mais valorizadas áreas de expansão urbana e turística é uma estupidez capaz de responder, sem deixar dúvidas, sobre os porquês de Alagoas viver levando rasteira nesse segmento. Como outros casos semelhantes estão sendo tratados no Brasil? Sem nos estendermos muito no tempo, e nos atermos aos mais recentes trinta dias, encontraremos uma decisão do Supremo Tribunal Federal que é exemplar da atenção cidadã para com os vetores urbanos e turísticos. Pois no dia 18 de julho deste ano foi divulgada uma decisão do Supremo Tribunal Federalacerca de um aterro sanitário pretendido para uma região do Litoral Norte (de São Paulo). Sem pestanejar, o STF vetou a pretensão (tão estúpida quanto o lixão em Guaxuma) de se localizar um aterro sanitário na área de expansão urbana de Caraguatatuba. Paradisíaca beira de praia no Litoral Norte paulista, Caraguatatuba tem enseadas parecidas como as de Maceió e a área em torno do perímetro urbano ainda possui resquícios de Mata Atântica. Pois nessa ?Guaxuma paulista?, interesses provincianos definiram uma fazenda, chamada Serramar, como local ?mais apropriado? para o aterro sanitário deles. A comunidade Caraguá entrou na Justiça, ganhou nas instâncias estaduais, e agora sacramentou o triunfo do bom senso e da cidadania urbana, com a decisão da presidente do STF, Ministra Ellen Gracie, indeferindo um pedido de Suspensão de Liminar e mantendo, assim, a proibição para o depósito de lixo naquele local. Aí está um Norte a ser seguido!

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