Opinião
Esperan�a rediviva - Editorial
Num sinal positivo de vitalidade da cidadania, continua sendo contestada a incompreensível decisão de se localizar o aterro sanitário numa das regiões mais promissoras para o crescimento urbano e de turismo em Maceió. Esdrúxula, a decisão de instalar o lixão no meio do mais alvissareiro vetor de crescimento Norte parece querer compensar sua incompreensibilidade intransponível pelo uso da força. E a demarcação das terras (privadas) está sendo feita a manu militari, sobrepujando através da coerção pura e simples a resistência cívica de moradores descontentes com a bizarrice dessa escolha. Mas, como o recente noticiário nos dá conta, nem tudo está perdido e o bom senso das autoridades, especialmente no campo do judiciário, reacende a esperança dos alagoanos em uma solução mais apropriada para a localização do aterro sanitário que atenderia a grande Maceió. Voltamos a tocar nesta tecla porque esta continua sendo uma questão essencial (e ainda pouco discutida): em função do alto investimento necessário para a construção de um aterro sanitário nos conformes das técnicas de proteção ambiental, o mais correto é que esse projeto possa atender, além de Maceió, as cidades mais próximas da capital alagoana (até para evitar lixões a céu aberto nas proximidades dos eixos turísticos ao Norte e ao Sul). Não existem justificativas lógicas para castrar esse debate e muito menos existem justificativas de quaisquer tipo para a teimosia de implantar, a todo custo, o aterro sanitário em qualquer lugar que seja. Por que Guaxuma tornou-se uma questão de honra para a Prefeitura de Maceió? Sabe-se que outras alternativas de localização existem, e que para qualquer uma delas é questão de princípio a execução de um projeto ambientalmente correto. Assim, não há como silenciar e conciliar com o erro ululante de um aterro sanitário em Guaxuma.