Opinião
Novas esperan�as - Editorial
Anteontem a Presidência da República anunciou a liberação de R$ 353,4 milhões, em recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), para o Estado de Alagoas. As verbas destinam-se a obras de saneamento básico e urbanização de favelas, beneficiando 650 mil pessoas que vivem na capital, Maceió, e no município de Arapiraca. Depois da solenidade, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto esclareceu que ?desse montante, R$ 304,4 milhões são do governo federal, sendo R$ 266,5 milhões do Orçamento Geral da União e R$ 37,9 milhões em financiamentos. As contrapartidas (estadual e municipal) são de R$ 34,3 milhões e 14,7 milhões, respectivamente?. Uma boa notícia. Ótima teria sido se tais investimentos estivessem, desde já, vinculados a outros destinados ao saneamento das principais cidades do litoral alagoano. Tal articulação, tendo Maceió como epicentro dos trabalhos a serem espalhados pelos litorais Norte e Sul e pelas lagoas (inicialmente, Mundaú e Manguaba, e posteriormente estendidos às demais lagunas ? pois todas, mais cedo ou mais tarde, serão descobertas pela atividade turística). Para Alagoas, não basta sanear as duas maiores cidades ? até porque isso já deveria ter sido feito há décadas. Para um Estado riquíssimo em sua diversidade natural, pontilhado de lagunas, rios, riachos, resquícios de Mata Atlântica e banhado por um litoral extraordinário, é indispensável o cuidado, preferencialmente preventivo, com tal patrimônio (tão espetacular quanto frágil). Aplausos para a liberação desses recursos, confirmados há dois dias. Mas, em meio a euforia dos cumprimentos, esses novos projetos têm de ser encaminhados ao PAC. Não podemos perder mais tempo.