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Dar vida e cores �s palavras

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| JOSÉ MEDEIROS * O escritor Jorge Amado, de renome nacional e internacional, idealizou a comemoração do Dia Nacional do Escritor. A data tornou-se oficial em 1960, após o sucesso do 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, então presidida pelo ilustre baiano. Atualmente, o dia 25 de julho continua sendo celebrado pelos que têm a função de escrever ou que, simplesmente, possuem uma paixão em comum: dar vida e cores às palavras. Escrever pode ser entendido como um ofício, um passatempo, uma forma de desabafo, uma manifestação artística. A escrita tem várias funções na linguagem. O verdadeiro escritor é o que sabe utilizar-se de cada uma delas para atingir seu objetivo, seja ele o de informar ou de encantar o leitor. Na vertente mais artística, a mensagem, a missão e a função de um escritor se confundem com ele próprio, pois, escrever é pensar, pesquisar, transformar pensamentos em palavras. Para ser escritor não precisa apenas vestir-se de palavras, mas despir-se da própria sensibilidade, revivendo amores e dores. Alguém nasce escritor? É uma pergunta que habitualmente se faz. Muitas pessoas têm potencialidade, origem, tradição, convivência cultural, e, principalmente, o hábito da leitura, o amor à literatura? Embasamento fundamental que dar asas aos pensamentos e à criatividade. O hábito de ler é indispensável para quem deseja escrever. Castro Alves, artesão inspirado do verso, lembra no poema O livro e a América: ?Oh! Bendito o que semeia / Livros... Livros à mão cheia... / E manda o povo pensar / O livro caindo n?alma / É germe ? que faz a palma. / É chuva ? que faz o mar?. Um escritor é um observador da vida que sabe tirar lições das particularidades do cotidiano, transformando-as em matéria-prima para seu trabalho literário. O anonimato não o desestimula, pois se uma única pessoa se emociona com seus escritos ou aproveita uma de suas idéias, sua missão estará cumprida. A leitura é indispensável para o crescimento intelectual e espiritual. Quando lemos, nossa imaginação nos leva a outros mundos. É essa a magia da literatura: a liberdade de pensamento e o prazer de dizer. E, nesse mundo mágico, o escritor é um precioso guia. O escritor é, em última análise, com suas produções literárias ora alegres ora tristes, um agente de constante crescimento intelectual e enriquecimento da força espiritual que existe em cada um de nós. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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