loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

� preciso morrer?

Ouvir
Compartilhar

| ODUVALDO PERSIANO * Neste País dos equívocos, como bem o afirma o radialista França Moura, as coisas acontecem em acelerado ritmo; as ?providências? são anunciadas com estardalhaço; certos políticos faturam em cima dos cadáveres; governos se declaram revoltados; famílias são atingidas direta e indiretamente e, ao correr do tempo, não se tem notícia de ações efetivas. Até mesmo a chamada grande imprensa que, no início do fato ou dos fatos, estampa manchetes sensacionais, ?esquece? aquela já aclamada velha notícia, porque outras ?mais importantes? aparecem. Temos recentemente vivenciado episódios tristes e horripilantes, a exemplo do choque aéreo com o Avião da GOL, e, recentemente, a Tragédia envolvendo aeronave da TAM, onde preciosas vidas foram ceifadas, sem que seus parentes tenham sido indenizados (com rara exceção), na primeira hipótese e, na segunda, sabe Deus quando! Mais ainda, estabelecendo-se o caos no sistema aéreo nacional, cujo ministro da Defesa (que não defende nada, só complica), recomenda que todos rezem muito; a ministra Marta Suplicy manda que se relaxe goze e o ministro ?Manteiga?, igualmente indiferente à dor e angústias dos brasileiros, atribui tudo isso ao ?desenvolvimento? do País. É cômico, se não fosse trágico. As preces são valiosas e as pratico diuturnamente. Porém Deus já proclamou que sua ajuda depende também do esforço de cada um: ?Fazei por onde que eu vos ajudarei?. Ora, se dispomos de um Departamento de Aviação Civil (DAC) que se imagina estruturado; se pagamos pesados impostos e taxa elevada a ele direcionada, com impressionante arrecadação, como se justificar, ainda, uma inoperante operação, máxime se acoplada à atuação da Aeronáutica? Desculpas acumuladas de autoridades militares do alto posto e do desatualizado ministro Waldir Pires, não resolveram o grave problema. Não fosse um desastre de tal monta, até hoje não sabíamos o que se passava nos bastidores de um órgão que, por sua magnitude, por sua importância para a população brasileira, deveria ser mais responsável uma verdadeira bagunça oficial. Num País sério, em que os cidadãos exercitassem sem constrangimento a plena cidadania, porque são taxados do nascimento à morte, muitos dirigentes já haviam sido responsabilizados e demitidos. Tem-se atualizada a expressão inteligente do culto Jabor. ?Incompetência generalizada e falência múltipla dos órgãos públicos?. O que mais se estranha é o silêncio que se abatia. (*) É juiz aposentado, membro da Academia de Magistrados ([email protected]).

Relacionadas