Opinião
Alagoas n�o vai adiante sem uma mudan�a cultural
| Noaldo Dantas * Albert Einstein dizia: ?Não podemos resolver os problemas de hoje com a mentalidade com que os problemas foram criados?. Esta frase resume o conceito da importância de uma mudança cultural que se faz necessária para avançarmos, e para sairmos dos indicadores vergonhosos que o nosso Estado apresenta. Mudança cultural no sentido de repensar os modelos mentais, as verdades, as atitudes, tudo isto que muitas vezes nos leva à miopia estratégica de só ver o que se quer ver, da pobreza no perceber a realidade e, acima de tudo, do perceber as oportunidades. Nossa cultura tem características fantásticas. Temos a capacidade de acreditar, de confiar, de nos alegrar com facilidade, de aceitar o novo com leveza, de nos unirmos nas dificuldades, de nos comunicar com espontaneidade, mas ao mesmo tempo temos uma série de atitudes que vêm sendo pesquisadas pelo Ilace (Instituto Latino Américano de Criatividade e Estratégia) e que bloqueiam o agir e o crescer tais como: o pensar sem crítica ? em tudo o que colocamos ?meu? ou ?minha? na frente passamos a ter uma postura acrítica e a conseqüência desta atitude é que quando algo não dá certo a culpa é automaticamente imposta aos outros; o ?achismo? ? nos damos o direito de fazer juízo sobre o que não sabemos com um tom de quem conhece profundamente; a ausência de curiosidade ? a educação em casa e na escola enfatiza mais o gravar informações do que a formação de cidadãos questionadores das causas e conseqüências do que existe; ?a lei de Gerson? , com seu desprezo pelo esforço produtivo e a torcida pelo sabido; a mente colonizada ? se alguém vem fazer uma palestra e você quer dizer que ela é boa ?dizemos que o palestrante é de fora?; proibição acrescentada ? acrescentamos proibições e com isso tornamos mais difícil o alcançar dos nossos objetivos e metas. Trabalhar atitudes é mais ou menos como fazer trabalho de saneamento, como perturba na hora de ser feito, e depois não fica visível, não dá ibope. Ficamos mais preocupados em fazer o que aparece, com a visão imediatista do que em fazer aquilo que realmente vai transformar, vai proporcionar um salto quântico. Precisamos turbinar o pensar e o fazer acontecer para termos o Estado que sonhamos, com empregos, segurança, saúde, educação, enfim, com desenvolvimento e bem-estar social. Poderíamos criar uma ?bolsa inovação? com o objetivo de estimular o novo e a ação de nosso tão criativo povo. (*) É mestre em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Berlim ([email protected])