Opinião
Mobiliza��o pelo rio - Editorial
A Caravana em Defesa do Rio São Francisco e do Semi-árido chega neste sábado a Maceió para contatos com autoridades estaduais nas ações de mobilização e conscientização em dez capitais e no Distrito Federal. A jornada, iniciada em Belo Horizonte, no dia 19 de agosto, e formada por dez pessoas, já pode ser considerado como uma das iniciativas mais importantes na história deste País. Suas metas deverão ser alcançadas com o imprescindível apoio dos segmentos conscientes da nossa população. Para o referido grupo, a natureza da obra por demais polêmica não resolverá os problemas da seca e ainda trará impactos ambientais, econômicos, políticos e sociais negativos. Com a vinda dele ao nosso Estado, poderemos ter discussões mais sérias, amplas e abrangentes sobre o projeto da transposição das águas do São Francisco e acerca da real situação do ?Velho Chico?, bem como da necessidade de investimentos para a sua efetiva revitalização e melhores condições de vida da maioria das famílias das localidades não apenas ribeirinhas dos Estados, que cederão suas águas, sendo um deles Alagoas, e dos já relacionados como os verdadeiros beneficiários com a execução da idéia surgida primeiramente há mais de século e várias vezes retomada. Além de oneroso, o projeto que trata da integração da Bacia do Rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional é visto como desnecessário. Principalmente por muitos dos mais respeitáveis estudiosos do assunto. Mesmo quando são lembrados e deplorados os dramas decorrentes dos períodos de seca no Nordeste, região ocupada por 28% da população brasileira. Até porque, como disse o professor Manoel Ribeiro Bonfim, durante uma recente palestra no Palácio do Governo do Estado, em Maceió, não é causada pela falta de água, mas de estrutura para o abastecimento.