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Opinião

Andar faz bem, correr nem sempre

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| Milton Hênio * A Academia Alagoana de Medicina promoveu no último dia 29 um debate bastante interessante com o título acima, em que o expositor foi o competente cardiologista da Santa Casa, dr. Cid Célio Cavalcante. Vejamos alguns itens que irão interessar. Atualmente o homem gordo ou magro vive sempre em estado de tensão: negócios, inflação, problemas familiares, tudo, enfim, provocando-lhe um estado incômodo na mente e no corpo, uma sensação de desconforto, de fadiga. A capacidade de reagir aos estímulos varia de indivíduo para indivíduo. Uma das formas que o homem encontrou para relaxar as tensões da vida moderna foi andar e correr na praia, nos parques ou mesmo em torno do quarteirão onde mora. A vida sedentária aliada ao estresse é um desastre. Correr faz bem. Entretanto, é importante saber correr. Uma pessoa que não está acostumada a correr não pode ser exagerada nessa corrida, pois é prejudicial. Se você faz um esforço exagerado pode causar um ?débito? de oxigênio seguido de dor no peito, cansaço muscular e um esforço violento para respirar. Por isso, é bom correr sem exagerar, caso contrário pode prejudicar seu organismo. A emoção e o esforço ? Acima dos 40 anos se o sujeito corre preocupado, tenso, com problemas da vida ou com o relógio cronometrando sua velocidade para conseguir sempre mais, está se arriscando. Dizem os cardiologistas que as emoções negativas e o esforço físico não se dão bem. O exercício no idoso ? O melhor é sempre a marcha. É aconselhável procurar um cardiologista e fazer o teste do esforço e eletrocardiograma caso deseje caminhar grandes distâncias. Benefícios do exercício ? Segundo Fox e Gordman, o exercício bem dosado aumenta a vascularidade colateral coronária, o tamanho dos vasos, a eficiência miocárdica, o conteúdo do oxigênio intra-arterial, a quantidade de hemácias e o volume sanguíneo. O exercício diminui os níveis de lipídeos, triglicérides, colesterol e glicose nos diabéticos. Hábitos errados ? O ?peladeiro? é o sujeito que passa a semana inteira sem fazer o menor exercício, e no fim da semana entra numa pelada na areia fofa da praia, dando ao coração um trabalho máximo. Em geral são homens de 30 a 40 anos e que muitas vezes podem desconhecer até a sua pressão arterial. Esses também correm perigo; podem apresentar algum problema circulatório ou cardíaco durante o jogo. Realmente, o melhor dos exercício até hoje conhecidos para qualquer idade no trabalho ou no lazer é andar a pé. Aproveite sua vida e caminhe com moderação. (*) É médico ([email protected])

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