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Opinião

Viva e transformadora

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| Ana Dayse Dórea e Eurico Lôbo * Foi uma marcha eleitoral atípica e única na história dos processos de consulta à comunidade acadêmica sobre quem vai dirigir a Ufal pelos próximos quatro anos. Atípica pelo prazo curto de campanha, pela bipolaridade da disputa, pela oposição de pontos de vista e propostas. Única pelo nível de mobilização de correligionários, pelo caráter maduro dos votantes conhecedores das realidades e soluções viáveis, e inigualável, principalmente, por um dado revelado com a abertura das urnas: a disputa jamais fora vencida em nossa universidade por um número tão expressivo, eloqüente, grandioso. Obtivemos quase 70% dos votos válidos e fomos escolhidos por 58% dos estudantes, 60% dos técnicos-administrativos e 90% dos professores. Eco dos anseios dos que fazem a Ufal, os números revelam o fato de que nossa gestão merecia um novo mandato, dando seqüência a projetos já iniciados, consolidando avanços alcançados e abrindo novas perspectivas de ampliação da presença da universidade no cenário alagoano e nacional. Feitos de uma equipe, proporcionados pela visão coesa de todos os segmentos de nossa instituição, refletidos em ações concretas como a ampliação, com qualidade, nas vagas da graduação e da pós-graduação, o incremento na assistência estudantil, nas iniciativas de extensão, no orçamento e na captação de recursos financeiros. Some-se a este conjunto o investimento na qualificação de pessoal, o aumento no número de grupos de pesquisa, a interiorização da universidade, as melhorias infra-estruturais e diversas outras medidas que qualificam nossa administração como plural, ética, socialmente comprometida e respaldada pela excelência acadêmica. Hoje, nos momentos finais deste ciclo para nós vitorioso, fazemos três reflexões. Inicialmente, a que mostra o sentimento de pertença a um numeroso grupo. Esta eleição não foi pessoal, da professora Ana Dayse Dórea e do professor Eurico Lôbo. Ela deve ser compartilhada com todos. Sem revanchismos, sem divisões internas, queremos e necessitaremos do apoio dos cerca de 30% que optaram pela chapa concorrente. E por fim, a lição da humildade. Honra-nos a manifestação das urnas, mas reconhecemos que nossa Ufal enfrenta deficiências, sofre limitações e necessita de esforços coletivos. E para garantir este intento, dedicaremos os próximos quatro anos de nossas vidas, a fim de termos uma universidade viva e transformadora. (*) É reitora e vice-reitor, respectivamente, da Ufal.

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