Opinião
Nossa p�tria querida
Estaremos comemorando no próximo dia 7 mais um aniversário de nossa independência (1822-2011). Nessa data, teríamos que fazer uma bela poesia em homenagem àqueles índios, negros e brancos que, com o seu sangue regaram a nossa terra e a tornaram cheia de generosidade, de solidariedade e fraternidade. Teríamos que fazer uma poesia aos que souberam infundir no nosso ser brasileiro o sentido de família, de alegria, e que ajudaram a nossa gente a crescer e a caminhar, com a dificuldade de um povo que tem esperança, que sabe transformar a dor em energia para construir um futuro melhor. Parodiando o grande poeta Olegário Mariano eu diria: ?Vinde ver! /vinde ouvir homens de terra estranha/ o Brasil de minha alma/atormentado e aflito/de quebrada em quebrada, acordando o infinito/Não é esse Brasil de vida efêmera e leviana, superficial, anêmico e franzino/é o Brasil que embalou meus sonhos de menino?. Passados todos esses anos (189), o nosso querido Brasil ainda continua sem fazer o seu papel principal, que é o investimento no homem. Sem mais demora, devemos concentrar nossos esforços, nossos recursos, nessa imensa massa de jovens entre 13 e 20 anos de idade, despreparados, sem saber como usar a inteligência e as mãos, em condições primitivas em que têm que ganhar a vida, e inseguros acerca do próprio futuro, ansiosos por aderirem a qualquer idéia que lhes pareça promissora. O Brasil só será uma grande Nação quando souber investir dignamente na educação, quando souber estimular a juventude, que aprende depressa e fica ansiosa por se afirmar para não se perder. Eles precisam ganhar a vida com as mãos e a ferramenta, o livro, o laboratório, a oficina e conseguir sucesso com os seus conhecimentos. O vocábulo ?educação? enumera em seu âmago uma soma incrível de surpreendentes riquezas. Passados todos esses anos, o Brasil passou por muitas reformas, mas não pensou de forma contundente na principal delas, que é reforma do homem, a grande, senão a única reforma que o país inteiro vive ansiando, para termos progresso e equilíbrio social. Nosso país enfrenta problemas estruturais muito graves que se apresentam há séculos. São problemas para os quais sa solução só serão encontradas quando os políticos brasileiros mantiverem um diálogo, um comportamento digno, cuja finalidade seja o bem comum e não os interesses pessoais ou de grupos. Sem isso continuaremos caminhando em círculos, sem chegar a lugar nenhum. Vamos esperar que a nossa querida pátria ache o caminho certo para a sua felicidade. (*) É médico ([email protected]).