loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Seis anos de medo - Editorial

Ouvir
Compartilhar

Seis anos passados desde o mais impactante atentado terrorista já cometido e inexiste qualquer avanço significativo na luta global contra o terror. Desastrosas, as duas invasões cometidas em nome da guerra contra o terrorismo só conseguiram espalhar o horror dos atentados pelo mundo, além de infligir aos povos do Iraque e Afeganistão muito mais sofrimentos que os sofridos quando esses países estavam sob o jugo das ditaduras de Saddam Hussein e do Taleban. Fracasso sangrento e caro. No âmago da Nação americana, além da polêmica atabalhoada, e infértil, sobre essas invasões (especialmente a cometida contra o Iraque), o trauma causado pelo 11 de setembro de 2001 está cada vez mais presente e forte. Pesquisa recente, divulgada recentemente pela britânica BBC, revela que ?cerca de 80% dos americanos consideram os ataques de 11 de setembro de 2001 um marco histórico em suas vidas?. Realizada por uma consultoria chamada Zogby, a pesquisa concluiu ainda que ?61% dos americanos lembram dos atentados de 11 de setembro de 2001 pelo menos uma vez na semana?. E ontem, marcando o sexto aniversário do horror contra o World Trade Center, no qual morreram 2.749 pessoas, a sombra do terror continua a assustar o mundo ? e não apenas aos americanos. De um ponto qualquer do mundo, ecoou a voz soturna de Osama Bin Laden, líder terrorista treinado e financiado pelo próprio governo americano, em seus primeiros passos de profissional da morte em massa. Hoje, o inimigo público nº 1 dos Estados Unidos, o homem mais perseguido do planeta, repete suas ameaças. E, infelizmente, seis anos depois do WTC, nenhuma mudança significativa foi adotada no sentido de implementar políticas verdadeiramente novas pela paz, políticas que não mais usem a estupidez do terror contra o terror.

Relacionadas