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Opinião

Dias tumultuados

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| Milton Hênio * O povo assiste apreensivo e perplexo toda essa confusão no nosso Senado. Atitudes e pontos de vistas desencontrados. No Brasil inteiro há inquietação, violência, assaltos cinematográficos, greves no ensino primário e nas universidades, na saúde, na policia civil, enfim, há um desconforto espiritual no povo brasileiro em sua caminhada terrena. O caminho do bom êxito é o do bom senso comum, é a capacidade e o desprendimento de enfrentar os fatos . ?Só merecem a vida e a liberdade? diz Goeth, ?os que têm a consciência de conquistá-la com a força e a coragem da fé?. Vamos esperar que um dia o nosso Brasil seja uma grande nação sem tantos desacertos. Há mais de dois séculos os povos da América do Norte constituíram-se numa Nação independente. A Carta Magna que hoje decide o seu destino político é a mesma inspirada na Constituição elaborada em 1787. Nós, sessenta anos mais novos como nação independente, iniciamos a nossa história constitucional sob o signo da dúvida e das discussões entre os poderes. A partir daí, já vimos mudar a nossa Constituição inúmeras vezes, as quais não sobreviveram à idade da primeira infância, e todas elas pisoteadas pelos interesses egoístas de maus políticos. A realidade e as lições dos séculos nos afirmam que não bastam riquezas materiais e extensão territorial para que uma nação se torne forte e poderosa; é necessário que ela tenha equilíbrio e dignidade nas suas instituições. Merecemos a felicidade almejada e daí ficarmos sempre esperando que todos aqueles que têm partículas de poder no Brasil, valorizem a educação, os professores, a escola, a universidade e os menores desassistidos. A crise de moralidade, de ordem e de justiça porque passa o povo brasileiro, resulta na descrença de um futuro promissor para nossos filhos e netos. Muitos homens sofrem porque esquecem o tempo e se crêem imortais não percebendo a sua transitoriedade. Muitos dizem que a vida passa, nós é que passamos por ela. A razão maior de viver não está apenas dentro de nós, mas o que esperam de nós os desafios da vida. A vida vai passando e recordamos que quando meninos construíamos castelos de areia na praia. Depois com o tempo construímos com os sonhos os castelos de nossas ambições. E assim nos tornamos eternos construtores de falsos castelos que o tempo vai refazendo e o mar da vida vai destruindo. ?Entre as ruínas/sempre poderá nascer uma flor/a felicidade cresce e frutifica/quando acreditamos no amor?. (*) É médico.

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