loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Era um sonho? � uma ilus�o?

Ouvir
Compartilhar

| ÁLVARO MENEZES * É o PAC ? Programa de Aceleração do Crescimento do governo Lula. Sem dúvida, uma das maiores oportunidades para investimentos e mudanças na área de infra-estrutura no Brasil. O fantástico plano previa investir R$ 40 bilhões só em saneamento até 2010, com a estimativa de até R$ 8 bilhões por ano em abastecimento de água e esgotamento sanitário. Era tudo que se desejava depois de anos sem investimentos programados e seqüenciados para o setor, com a vantagem de se passar a ter a esperança de que o Brasil voltaria a ter planejamento de longo prazo, com projetos, obras e ajustes na gestão pública, para que os recursos não tivessem o mesmo destino das verbas resultantes de emendas parlamentares ou outros programas cujas características básicas são apenas liberar dinheiro público. O PAC, para não fugir à regra do atual governo, é mais uma marca que uma ação de planejamento. Nele cabe tudo que possa representar movimento. Está até identificado com o turismo para funcionários públicos aposentados, poucos dos quais, relaxados por circunstâncias naturais, poderão gozar as maravilhas de voar pelo Brasil afora. No que se refere ao efetivo uso do dinheiro do PAC, nada se fez de concreto até hoje e isso é muito grave, pois a meta era investir R$ 10 bilhões por ano a partir de 2007 para reduzir os déficits em saneamento e alcançar a universalização em 2025. Até setembro só foram contratados R$ 2 bilhões. Justiça se faça: os técnicos do governo sabiam que os recursos estimados até 2010 eram apenas para começar; afinal, eles mesmos trabalham com o orçamento de R$ 178,8 bilhões para alcançar o atendimento pleno, isso sem computar o custo dos projetos, estimado em R$ 20 bilhões. O programa é ousado, propondo para as áreas de infra-estrutura, energia e logística o montante de R$ 503,9 bilhões. Além disso, possui uma engenharia financeira bem estruturada com um bom plano de aplicação regionalizada dos recursos. O problema é que o conceito técnico do PAC, associado a metas do milênio, universalização do atendimento e resultados eficazes na prestação dos serviços que resultarão das diversas obras, já perdeu sustentação. As primeiras obras só começarão em 2009. Tomara que comecem e Deus ajude para que sejam concluídas. (*) É engenheiro civil e diretor comercial da Casal.

Relacionadas