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Fator viol�ncia

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A última pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e do Instituto Sensus também constatou que os brasileiros estão cada vez mais preocupados com a onda de violência no País. E ontem divulgou os dados, destacando a criminalidade como o fator que mais pesa na escolha do candidato à presidência da República. Segundo a Agência Folha, que publicou o resultado do levantamento, esse fator foi citado por 40% dos entrevistados, seguido ?por levar o país a se desenvolver?, com 19%, o combate à corrupção, 13,1%. E também de outras questões que fazem parte da lista das maiores preocupações da Nação, como a saúde, a educação e o custo de vida. O Brasil vem sendo citado, há vários anos, entre os países com maiores índices de mortes por assassinato no mundo. Conforme está evidenciado no ranking do homicídio juvenil elaborado com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), somos o terceiro colocado na relação de 60 países, com uma taxa de óbito de 48,5% por grupo de 100 mil jovens na faixa etária de 15 a 24 anos ? atrás apenas da Colômbia e Porto Rico. O Mapa da Violência 3, divulgado nos primeiros dias de maio público, já mostrava o nosso País posicionado em primeiro lugar entre 24 nações com maiores quantidades de mortes por arma de fogo. A taxa brasileira era de 18,7 por grupo de 100 mil habitantes. Superior em oito pontos ao segundo colocado (Estados Unidos). Os outros 22 países tinham taxas abaixo de 5,7 por 100 mil. Diante de números como estes, essa expressiva parcela da população brasileira só tem motivos para se expressar dessa forma. Para apontar a violência como o principal problema que deve constar do rol dos compromissos dos candidatos a presidente nessa que será a primeira eleição do milênio. Toda a sociedade sabe que as soluções para a segurança pública surgirão de conformidade com as suas expectativas, se o futuro governo priorizar os recursos públicos para o combate às suas principais causas, começando com a educação, a promoção do emprego, a modernização das polícias e a eliminação das crônicas deficiências nas diversas instituições públicas.

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