Opinião
Comparativo entre nordestinos
| Sérgio Papini Uchôa * Ao realizarmos levantamento de dados dos Estados do Nordeste ? com exceção da Paraíba ? constatamos que dentre eles, Alagoas com R$ 993,00/hab, teve receita corrente per capita superior às de Piauí, R$ 765,00/hab; Maranhão, R$ 768,00/hab; e Ceará, R$ 926,00/hab. O campeão de receita per capita foi Sergipe, com R$ 1.290,00/hab, no mesmo nível de Minas Gerais. Na região, outros destaques foram Pernambuco, R$ 1.196,00/hab e R.G. do Norte, R$ 1.156,00/hab. No quesito ?repasse aos demais poderes?, o Maranhão foi o que menos gastou por habitante, R$ 69,00, sendo seguido por Ceará, que repassou R$ 75,00/hab; Bahia, R$ 81,00/hab; Pernambuco, R$ 98,00/hab; e Piauí, R$ 104,00/hab. Alagoas, com R$ 107,00/hab, apresentou repasse per capita menor que R.G. do Norte, R$ 137,00/hab e Sergipe, R$ 182,00/hab, que se revelou o mais gastador per capita. Fazendo uma análise dos conjuntos de Assembléias Legislativas e Tribunais de Contas de cada Estado, os menos gastadores foram Maranhão, R$ 28,00/hab, Bahia, R$ 30,00/hab e Ceará, R$ 33,00/hab. Pernambuco e Piauí, R$ 40,00/hab e Alagoas, R$ 44,00/hab, ficaram no pelotão intermediário. O R.G. do Norte, R$ 46,00/hab e Sergipe, R$ 79,00/hab foram os mais gastadores. Tratando de forma isolada o MP, o Ceará fez o menor repasse per capita, R$ 11,00, seguido por Maranhão, R$ 13,00/hab, Piauí, R$ 14,00/hab, Bahia e Pernambuco, R$ 15,00/hab e Alagoas, R$ 19,00/hab. R.G. do Norte, com R$ 22,00/hab e Sergipe, com R$ 28,00/hab, foram os que mais repassaram ao MP. Analisando em separado os Tribunais de Justiça, o menor repasse foi do Maranhão, com R$ 28,00/hab, seguido pelo Ceará com R$ 31,00/hab, Pernambuco, R$ 42,00/hab, Alagoas, R$ 45,00/hab, e Piauí, R$ 50,00/hab. Novamente R.G. do Norte com R$ 70,00/hab e Sergipe com R$ 75,00/hab, foram os maiores repassadores para seus TJs. Diante desses dados, a Associação Comercial de Maceió corrige um dos pontos do ?FICO? para desenvolver Alagoas, pois o que deve ser copiado de Sergipe em 2005 é a eficácia da arrecadação a partir de uma economia forte. Aparentemente, devemos acompanhar os exemplos do Maranhão e do Ceará no volume de repasses per capita aos demais poderes. Contudo, a frieza dos números não é suficiente para uma avaliação precisa, que só será obtida após conhecermos a qualidade dos serviços proporcionados por esses poderes em seus respectivos Estados. (*) É presidente da Associação Comercial de Maceió e da Federalagoas.