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Crime banalizado - Editorial

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Mais um assassinato, mais uma comprovação de que a temporada de crimes de mando político continua aberta em Alagoas. Desta vez o crime deu-se no Sertão, vitimando um político conhecido na região, ex-policial militar e cidadão com larga experiência eleitoral na cidade de Delmiro Gouveia, onde exercia mandato de vereador. Podemos dizer que crime político, e especialmente, crime político nos Sertões (daqui e alhures), não é novidade. Tal assertiva é verdadeira sem dúvida. Mas algumas questões basilares devem fazer os alagoanos refletirem sobre o dia seguinte de mais um assassinato em nossa terra, até porque não ser novidade ? nesse mister ? já é algo ruim. A primeira das questões a observar é a generalização do assassinato de políticos. Nos últimos tempos, parece que Alagoas está sob uma onda desses crimes, em função da seqüência de homicídios vitimando gente ligada a atividade política-eleitoral. O que gera e alimenta essa onda mortal? Nada indica a existência de um fio de ligação entre os recentes assassinatos de agentes da política em nosso Estado. Não foi, até agora, apresentado algum indício de que as vítimas tenham ligações maiores entre si, sendo legítimo supor que as motivações criminosas possam ser paroquiais. Mas existe, sim, um elo de ligação ? e nada oculto: a impunidade. Na base dessa impunidade comum, outra característica recorrente a todos esses casos: a ineficiência e improdutividade das investigações. Qual, ou quais, os nomes arrolados como suspeitos no caso da chacina de Roteiro? E dos crimes do Pilar? Trucidado mais um político, acentua-se mais ainda o clima de insegurança pública em Alagoas. Novamente, deve-se exigir, em nome da cidadania e da paz, o esclarecimento completo, exemplar, desses crimes contra Alagoas.

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