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Planejamento familiar urgente

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| Lysette Lyra * O presidente Lula prometeu, em falas ao povo, que iria cuidar do ?Planejamento Familiar? com afinco, e é necessário fazê-lo com urgência, pois a cada dia o número de miseráveis aumenta em nosso País. É essa a população que mais cresce no Brasil. São milhares de inocentes postos no mundo, sem nenhuma esperança de vida. Indivíduos destinados a passar fome, a perambular pelas ruas em busca de esmolas, a criar problemas para o governo e para a sociedade. Ainda mais com o estímulo do Bolsa Família a anunciar que quem tiver mais filhos ganhará maior ajuda. Com a falta de esclarecimento, esse povo não pensa nos problemas que tem que enfrentar com a chegada de mais um membro na família. São inúmeras as adolescentes que, sem se precaverem, dão a luz a infelizes crianças. O único modo de resolver o aumento da pobreza é dando meios para que a mulher carente não possa engravidar. O governo tem que praticar a esterilização por meio de ligação de trompas para as mulheres, a vasectomia para os homens e, também, fornecer anticoncepcionais gratuitos, ministrando conhecimentos para que eles aceitem e compreendam a necessidade de serem ajudados. Em Alagoas os miseráveis alcançam os 48% da população, o que é um percentual assustador. No resto do País existem 19% de indigentes. E as dificuldades trazidas com os necessitados? Analfabetismo, mendicância, transgressão, enfermidades, etc? Os governos não podem ignorar problema tão grave e premente. Quem tem condições não quer mais que dois filhos. Os pobres, por falta de meios, têm os filhos que Deus lhes der. Precisam, urgentemente, ser ajudados pelo governo, porque, de outro modo, a miséria, nunca será sanada. A igreja atrapalha bastante essa medida, mas, com seus métodos, não resolve o patético problema. Os planos anticoncepcionais que aconselha, através das tabelas e da abstenção sexual, são muito complicados e falhos, na pratica. Só os meios oferecidos pela medicina são realmente eficientes. Na China, onde existe a maior população mundial, o governo promove prêmio para o casal que só tiver um filho e penaliza os que tiverem mais de um. Só assim está conseguindo resolver essa grande dificuldade. É inacreditável a mortalidade infantil em Alagoas, num percentual de 53,7 por 1.000 crianças nascidas. Apesar disso é imenso o número da população com renda mensal inferior a 125 reais. Como sustentar tal número de carentes? É urgente criar o planejamento familiar. O Brasil deseja ser um país do primeiro mundo, mas para isso é preciso diminuir a miséria. (*) É escritora.

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