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Opinião

Um passo � frente

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| Marcial Lima * A luta não é recente: no início da década de noventa, alguns de nós já nos empenhávamos pela implantação de um projeto público de cultura voltado para a busca do equilíbrio humano, com o governo empenhado na melhoria da qualidade de vida, investindo na dignidade individual, na eqüidade, no equilíbrio ecológico, no respeito à diversidade, ?resgatando valores éticos e propondo novos comportamentos para o convívio social?. Nos embates diários, muita paciência histórica, pedagógica e afetiva se fizeram necessárias para continuarmos na luta. Eis que, semana que passou, a luz se fez: fomos chamados a Brasília, para uma reunião de três proveitosas horas no ministério da Cultura. Na ocasião, Juca Ferreira, ministro interino; Sérgio Mamberti, secretário da identidade e diversidade; Célio Turino, secretário de programas e projetos; e Gustavo Vidigal, da secretaria de políticas culturais, nos apresentaram o programa que ? numa alusão ao Plano de Aceleração do Crescimento ? está sendo conhecido como PAC da Cultura, mas que, oficialmente, é denominado de ?Mais Cultura ? Programa para redução das desigualdades?. O programa, que será lançado pelo presidente da República neste dia 4, prevê um investimento imediato de R$ 300 milhões, tendo um orçamento total, para um período de três anos, de R$ 4.792 bilhões, envolvendo micro crédito e linhas de financiamento para micro, pequenas e médias empresas da área, além da instalação de 10.000 pontos de cultura, para dar suporte às atividades de grupos artístico-culturais já atuantes nas comunidades. Essa iniciativa, na medida em que faculta o diálogo com as políticas sociais, dando maior qualidade ao desenvolvimento econômico, articulando as três dimensões vitais da cultura: a expressão simbólica de nosso povo, o direito de cidadania e a produção de desenvolvimento, qualifica o ambiente social da cidade, gerando trabalho, emprego e renda. O Mais Cultura, através do protagonismo social, facultará a concretização de políticas públicas voltadas para famílias de baixa renda, trabalhadores, crianças e jovens, de forma integrada por diversos ministérios; propiciando a oferta de equipamentos, meios de acesso à expressão e à produção cultural, livros a preços simbólicos e ingressos subsidiados. É o resgate de nosso papel como formuladores e promotores de políticas públicas, tendo a cultura como vetor do desenvolvimento social. (*) É presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural.

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