Opinião
Tr�nsito enleado - Editorial
Maceió acolhe os trabalhos do 16º Congresso Nacional de Transportes e Trânsito. Uma excepcional oportunidade para as autoridades locais repensarem soluções para o caótico trânsito local. Num passado recente, as coisas foram diferentes. Entre 1974 e 1982, especialmente em termos urbanoviários, dentre outros cuidados, nossa cidade foi pensada e encaminhada em termos de futuro. Daqueles tempos herdamos as principais áreas urbanizadas nas orlas de Maceió, recuperando um esforço modernizador iniciado ainda nos anos 20, quando a gestão Jayme de Altavilla fez realizar a pioneiríssima Avenida da Paz. Meio século separa as duas principais iniciativas urbanizadoras na Capital alagoana. Registra a história de Maceió, contudo, uma grande quantidade de obras realizadas de forma individualizada ? importantes, porém não necessariamente integradas a um determinado projeto de mudanças urbanas mais amplas. Na falta de um todo articulado, apesar do valor de cada obra isolada, o trânsito em Maceió se foi complicando a cada ano. E essa desvinculação de um projeto mais amplo produz novos problemas, como ? para citar um exemplo ? o retrocesso sofrido pela capital alagoana em termos de ciclovias. Maceió, segundo estudos especializados, foi a cidade pioneira no Brasil em ciclovias na orla lacustre (rigorosamente de acordo com as normas internacionais), quando da construção do Dique Estrada. A ciclovia Pajuçara-PontaVerde-Jatiúca foi outro exemplo de rigor. Hoje, depois de várias maquiagens, alguém checou o que resta daquela coerência técnica? Nos dias em curso embaralham-se carros de passeio, veículos pesados, motociclistas, ciclistas e pedestres numa ciranda perigosa nas ruas de Maceió. Obras vistosas existem, mas serão eficientes? Harmonizar-se-ão com quais perspectivas de futuro urbano para nossa cidade?