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Opinião

O fantasma da privatiza��o est� de volta

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| João R. de Oliveira Neto * A diretoria executiva da Eletrobrás enviou ao Conselho de Administração da Companhia de Energética de Alagoas, através da resolução 729/2007, uma proposta altamente suspeita, que atenta contra a Ceal, maior empresa em funcionamento em Alagoas, além das demais federalizadas Ceron (RO), Ceam (AM), Eletroacre (AC), Manaus Energia (AM) e Cepisa (PI). Pela proposta, a Eletrobrás, através do BNDES, faria um estudo para implantação de uma ?parceria estratégica? para a nossa Ceal e a empresa de energia do Piauí (Cepisa) Está clara a intenção de privatizar a Ceal. Essa história de ?parceria estratégica? nada mais é do que uma maneira camuflada de privatização. Infelizmente nossa empresa alagoana de eletricidade continua no famigerado Programa Nacional de Desestatização (PND), aumentando ainda mais nossa preocupação. Caso a companhia alagoana seja privatizada o prejuízo é certo. Perderá a sociedade, pagando contas de energia mais caras e tendo pior atendimento, os trabalhadores perderão seus empregos, e as forças políticas, que deixarão de influenciar nos destinos de uma empresa estratégica para o desenvolvimento econômico e social da população. Se isso não bastasse, a proposta da diretoria executiva da Eletrobrás prevê ainda a ?reorganização da governança corporativa das empresas federais de distribuição, por meio da descentralização de sua gestão com a nomeação de uma diretoria comum para todas as empresas, e um núcleo comum majoritário para todos os conselhos de administração das mesmas?. Mais uma vez está claro. É a preparação para se livrar das empresas federalizadas e privatizá-las. É importante lembrar que a Ceal foi colocada no PND pelo governo FHC, que tinha a intenção declarada de privatizá-la, o que não se concretizou, graças à luta permanente do Sindicato dos Urbanitários, que com uma Ação Trabalhista (referente ao Plano Bresser), cujo montante previsto, afastou do leilão todos os pretensos compradores. No entanto, o governo Lula ainda não retirou estas empresas do PND, mantendo o risco de a qualquer momento voltar o fantasma da privatização, o que parece se configurar através desta proposta. O momento é de atenção e mobilização da classe política, dos trabalhadores e da sociedade em geral, pois a Ceal é um patrimônio público estratégico para o desenvolvimento social e econômico dos alagoanos. Somos um dos Estados mais pobres do Brasil e a venda da Ceal para o capital privado nos empobrecerá ainda mais. (*) É presidente do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas.

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