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Opinião

Um feir�o do saber - Editorial

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Aberta ontem, a III Bienal do Livro de Alagoas representa um execlente exemplo para nosso próprio Estado, visto que temos aqui notórias dificuldades em manter vivos projetos de eventos continuados. Infelizmente, nossa história recente registra várias interrupções em excelentes iniciativas no campo de projetos criados para ocupar espaços na agenda brasileira para eventos permanentes. Alagoas acompanhou os pioneiros no Brasil em termos de festivais artísticos-culturais com o Festival de Verão de Marechal Deodoro e com o Festival de Cinema de Penedo - duas excepcionais realizações dos anos 70, ambas definhadas e extintas antes da chegada da década de 90 (do século recém-findo). Felizmente, a Bienal do Livro indica seguir outro caminho. Apesar de ser identificada como a terceira, na verdade deve ser a quinta realização bienal literária, pois esse processo foi iniciado, pela Editora da Universidade Federal de Alagoas, nos idos de 1998, sob a denominação de Bienal do Livro e da Arte de Alagoas. Tem história, portanto, essa bienal alagoana. Não só tem sobrevivido como tem crescido, ampliado seus horizontes e hoje investe, acertadamente, na participação internacional. Temos, enfim, um evento continuado, capaz de dar seguimento a um projeto capaz de superar os limites do efêmero. Estão de parabéns a Universidade Federal de Alagoas e seus parceiros. Apesar de essencial, não é nada fácil garantir a permanência de um projeto como esse. Ao público, a partir de ontem, está colocada a missão cidadã de prestigiar esse acontecimento. Mesmo com o dinheiro curto, não deixe de passar no Centro de Convenções. Deambule pelos estandes, folheie os livros, converse com os vendedores, assista às palestras, participe das oficinas. Deleite-se com esse imortal objeto do desejo do saber: o livro.

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