Opinião
Um novo modelo de sindicato
| Roberto Pimentel Lopes * No processo de reformas em andamento no Brasil, a CNI ? Confederação Nacional da Indústria ? saiu na frente com um projeto de modernização a ser implantado nas federações e sindicatos das indústrias de todo País. Está sendo realizado em Brasília o 2º Encontro Nacional da Indústria, reunindo cerca de 1200 dirigentes sindicais dos País, com o objetivo de discutir e consolidar a implantação deste projeto iniciado em 2006. O modelo sindical brasileiro, apesar de grandes avanços em algumas categorias, ainda tem na sua base uma estrutura velha e obsoleta, onde pequenos grupos atuam apenas pela manutenção do poder e conquistas do passado. Este modelo não atrai as novas e modernas empresas e lideranças devido à falta de um planejamento estratégico que tenha metas e objetivos alinhados com os interesses e necessidades individuais e coletivas. Estivemos afastados por sete anos da presidência do Sindicato da Indústria de Marcenaria de Maceió, atualmente com base em todo Estado de Alagoas, período em que atuamos em nível nacional na Abimci ? Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente, com sede em Curitiba e na Comissão de Estudos de Normas de Portas da ABNT. Retornamos agora em um momento oportuno, pois a Fiea ? Federação das Indústrias de Alagoas ? passa por uma consolidação das mudanças da gestão do seu presidente José Carlos Lyra. Marcamos nossa atuação de 1986 a 2000 com a reativação da escola de Marcenaria do Senai no Poço e posteriormente no Distrito Industrial, além de promover cursos com consultores da CNI em Maceió e intercâmbio com Cetemo (Centro Tecnológico do Mobiliário do Rio Grande do Sul), num período em que pouco se fazia nos sindicatos e federações. Agora, atendendo a um chamamento dos empresários do setor, retornamos com a missão de agregar todos os segmentos da produção de móveis e esquadrias do Estado de Alagoas. O cenário atual é desafiante e motivador pelo crescimento do associativismo com o Núcleo de Marcenaria de Maceió e a APL de Móveis do Agreste com sede em Arapiraca. Nosso novo projeto tem como foco principal o acesso e a disseminação do conhecimento e da tecnologia através de comissões de estudos presididas por lideranças em áreas como: responsabilidade social, design estratégico, comércio exterior, tecnologia e qualidade, tributos e finanças entre outros. Iniciaremos com um fórum e intercâmbio de experiências entre as indústrias do Estado e posteriormente com os pólos de móveis e esquadrias espalhados pelo Brasil. (*) É empresário e engenheiro civil.