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Esfor�o elogi�vel - Editorial

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Ontem, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou a Campanha pela Recuperação de Bens Procurados. Conforme o nome indica, o esforço se destina a recuperar bens perdidos (em muitos casos, sumidos não por obra do acaso, mas simplesmente furtados) e que fazem (faziam) parte do patrimônio artístico e histórico brasileiro. Procurar-se-ão, a partir de hoje, com o devido afinco, os bens saqueados ao patrimônio histórico e cultural nacional? Devemos apostar que sim, embora seja razoável supor que descasos acumulados ao longo de séculos não serão eliminados por decreto. Mas que seja bem-vinda a campanha proposta. Há muitos anos carecíamos de tal mobilização, até como resposta lógica ao evidente crescimento do interesse pelo patrimônio histórico. Não resta dúvida que o acervo histórico brasileiro sofreu perdas irreparáveis. Mas qualquer recuperação, mesmo que de uma peça de valor relativamente pequeno, será uma grande vitória, pois representará um ponto positivo num processo no qual só temos acumulado pontos negativos. A dilapidação dos bens artísticos e culturais brasileiros é um traço contínuo ao longo dos séculos. E não precisamos ir longe para entender esse processo de malbaratamento do nosso acervo, basta observarmos os exemplos alagoanos. Em grande escala, destruíram-se importantes cidades históricas como Porto Calvo; outras, como Marechal Deodoro, deterioram-se a olhos vistos. Em escala reduzida (em termos de tamanho e não de valor), muitas das imagens sacras das igrejas alagoanas foram desaparecidas de seus nichos como num milagre ao contrário. Muito temos o que prantear. Mas, chega de choro inútil. A hora é de engajamento cidadão no esforço de recuperação (do que for possível) de tudo o que foi subtraído ao nosso patrimônio.

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