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Opinião

O PAC e o PNAD

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| ÁLVARO MENEZES DA COSTA * Todo mundo já sabe o que é PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo Lula e a PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios), do IBGE, nem todos conhecem. O que aproxima as duas ações governamentais é o futuro. Se o PAC não for apenas um programa de liberação de recursos financeiros, a PNAD, em alguns anos, destacará a evolução dos indicadores de saneamento e saúde pública resultantes das obras executadas. Comparando os dados da PNAD de 2006 com 2005, os resultados são ruins, houve uma tímida evolução. A pesquisa e o programa são muito importantes para o Brasil. O Nordeste é destaque não somente como mote para a busca por recursos do PAC, mas também como um triste exemplo de estagnação de indicadores sob a ótica da PNAD. De certo modo, há uma grande preocupação com os rumos tomados por uma parte do PAC. Dos quase R$ 40 bilhões para saneamento, 1,5%, ou R$ 600 milhões, estavam destinado à revitalização de alguns operadores dos serviços. Hoje, este recurso já não está mais disponível. Olhando apenas com a visão técnica, ele era uma oportunidade de se implantar mudanças nos prestadores de serviço que apresentam os piores indicadores com a elaboração e desenvolvimento de estudos e projetos que levariam à revisão do próprio modelo de prestação dos serviços e até à recuperação daquelas empresas capazes de ser revitalizadas pela implantação de instrumentos de gestão e controle operacional. Não há novidades. O governo Lula repete os governos anteriores no que há de ruim para o saneamento: a desvalorização da prestação dos serviços. As companhias estaduais de saneamento que evoluíram e se destacam hoje no Brasil e no exterior como referência não mudaram por que o governo federal lhes deu os instrumentos para a mudança. A decisão de mudar dos governadores, com o apoio dos líderes políticos ou não e da sociedade local, fizeram a real diferença. Ao adotar princípios empresariais de gestão com a profissionalização dos dirigentes dessas empresas e a concessão de autonomia para que metas fossem definidas e alcançadas, tais governantes descobriram que empresas falidas poderiam transformar-se em grandes oportunidades de negócios e resultados positivos para o povo e para os Estados. Esqueceram passados negros, confiaram no presente e mudaram o futuro do saneamento em seus Estados. (*) É engenheiro civil e diretor comercial da Casal.

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