Opinião
Continuando nossa visita a Chicago
| Lysette Lyra * Amanheceu chovendo bastante. Aproveitamos para dar uma volta pela cidade de táxi e conhecer, melhor, seu desenvolvimento. O motorista levou-nos pela orla lacunar onde se estende o Lincoln Park. Logo ao entrar na avenida que corta o lindo e extenso jardim cheio de canteiros floridos, o carro derrapou e rodou três vezes indo esbarrar, com toda força, no meio fio. Foi uma pancada bem grande que muito nos assustou. Sentindo o cheiro forte de gasolina, saímos, apressadamente, do veículo, com receio de que se incendiasse. Felizmente não vinha, na ocasião, outro carro. Seria um feio desastre. Pensamos em tomar outro táxi, mas, como não aconteceu o que prevíamos, continuamos mesmo com ele. Dando prosseguimento ao nosso passeio, cruzamos todo o lindo parque, onde estão o Navy Pier, o Museu of Art, em estilo neoclássico, o Aquário e o Observatório. Depois adentramos Chicago para conhecer a zona financeira com seus altos prédios, a Michigan Avenue, a Chicago Avenue, a State Street, onde se situa o comércio mais elegante. Todas as griffes, mundialmente conhecidas, localizam-se em seus quarteirões. Pelas calçadas transitam milhares de pessoas. Cruzamos os dois rios que cortam a cidade: o Michigam e o mais importante, o Chicago. Atravessamos o Millennium Park que ocupa uma grade área entre o centro financeiro e o comercial. Fomos pela rua do Canal, atravessamos uma ponte sobre o Rio Chicago, e chegamos a Broadway, onde estão os teatros. Passamos pela Union Station, antiga estação de trens, e cruzamos outros parques como o Garfield. Chicago, também conhecida como a Cidade dos Ventos, é rica em áreas verdes que lhe emprestam um ar de tranqüilidade e muita beleza. Andando com nossa cadeira de rodas pelas ruas próximas ao hotel, de repente nos vimos em frente ao Navy Pier. Entramos para conhecê-lo. Vários iates estavam ancorados, anunciando os cruzeiros que logo realizariam. Um deles sairia daí a alguns minutos. Teríamos possibilidades de fazê-lo. Compramos o ingresso e, com a ajuda dos tripulantes, de pronto alcançamos o salão do barco Spirit, como se chamava, em homenagem aos velhos navios com esse nome que cruzavam o lago no passado. Houve almoço, show animado e danças. Havia um casal que bailava divinamente todos os ritmos. Cremos que deveriam ter sido profissionais da dança, no passado. Foi uma tarde agradável. Terminado o cruzeiro e fomos visitar o píer que congrega várias lojas de artesanato; cinemas, os 3D Imax; o Skyline Stage; o Disney Quest; o teatro Shakespeare e outros entretenimentos. (*) É escritora.