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Bagun�a urbana - Editorial

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Imbróglio recente, a disputa em torno de uma área nas cercanias da Praia da Sereia é mais uma demonstração do quão negativo é uma cidade desconsiderar seu Plano Diretor e de se descuidar da fiscalização dos espaços urbanos. Disputam uma bela área de terra, margeando o rio local, cerca de 40 famílias (identificadas pela prefeitura de Maceió como invasoras do perímetro) e um empresário italiano que teria adquirido legalmente os terrenos, para a construção de um projeto turístico. Infelizmente, desta pendenga, é previsível que todos saiam perdendo. Os invasores, se de fato o forem, perderão seus endereços e patrimônio edificado em terrenos de situação irregular; nesta mesma hipótese, o empresário ? se, de fato, estiver com tudo devidamente legalizado ? perderá tempo e dinheiro (com advogados, custos processuais, etc); perderá também o município, pois se desgastará numa briga antipática, tendo que se posicionar ao lado de ?ricos? contra ?pobres?, para alegria das oposições. Perde a cidade como um todo, pois, mais uma vez, projetos importantes para o desenvolvimento local, capazes de gerar empregos e renda, serão protelados, quiçá cancelados. E qual a causa de todo este transtorno? A causa principal é a inação dos poderes públicos, desatentos à ocupação do solo urbano (ricos e pobres apropriam-se a seu bel prazer das glebas urbanas ainda não povoadas) e alheios às responsabilidades para com a aplicação das leis e normas destinadas à orientação do crescimento urbano, seus vetores de crescimento, definição de áreas verdes, zoneamento por atividade e tudo mais que ? bem ou mal ? está estabelecido, porém a incúria transforma em letra morta. Quantas mais áreas valiosas de Maceió, vitais para o desenvolvimento da cidade, estão (ou estarão inexoravelmente em breve) ocupadas irregularmente?

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