Opinião
Paz para crescer - Editorial
O ano em curso começou com Alagoas aparecendo na posição de Estado mais pobre de todo o País, num estudo elaborado por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base em dados do IBGE. Como se já não fosse suficiente o fato de fazemos parte do Nordeste onde estão incrustadas as nossas nove unidades federativas mais empobrecidas ? as que apresentam o menor rendimento domiciliar per capita médio. Mesmo com o Brasil registrando uma redução considerável no número de pessoas em situação de pobreza nos últimos anos, temos esta outra constatação a lamentar, somada ao fato de não termos considerável parcela da população beneficiada com os resultados dos gastos dos recursos públicos que devem ser direcionados para o atendimento das necessidades da coletividade em geral, mediante ações desenvolvidas por serviços públicos de qualidade. E nunca com desperdícios e outras formas de manutenção de privilégios para determinados segmentos. São necessárias lutas constantes, com a compreensão e participação efetiva de todos os poderes constituídos, a fim de Alagoas passar a ser citada na relação dos estados com as maiores quantidades de pessoas contempladas por políticas de inclusão social, de participação direta nas atividades geradoras de emprego e renda. Pelos meios que possibilitem o verdadeiro desenvolvimento sustentável. Uma dessas lutas deve ser no sentido de Alagoas voltar a ter paz e prosperidade verdadeiras. Para isso, precisa avançar com os esforços de suas principais lideranças que têm como principal finalidade a retomada das condições de promover os investimentos com recursos próprios e externos reclamados ao longo de décadas. Sem um mínimo de paz, de ordem, não existe prosperidade. Este é o nosso dever de casa.