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Guerra de bandidos - Editorial

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Retornam ao noticiário policial as execuções por pistoleiros, e no rastro das mortes recentes, volta à pauta o famígero termo ?guerra dos polícias?. A bem da verdade, policiais não entram em guerra, salvo em complexas convulsões sociais como revoltas ou revoluções. No mais, como as matérias explicam desde o surgimento do termo, usado para resumir e acentuar a gravidade da situação, essa guerrilha é travada entre bandidos ? infelizmente para a sociedade ? mimetizados como integrantes das polícias. Todo conflito armado entre bandos é prejudicial para a sociedade. Seja pelo aumento do número de vítimas dos bandidos, seja pelo aumento dos riscos dos inocentes serem trucidados no fogo cruzado, e, especialmente, seja pelo fato de que esses confrontos abertos, da forma como se dão, minam ainda mais a relação de respeito e autoridade entre o poder público e a população. Como se admitir que uma verdadeira guerra seja travada tendo como fulcro atividades criminosas nas quais se envolveram agentes públicos investidos do poder de polícia? Se for possível mensurar juízo de valor acerca das ocorrências fatais decorrentes das ações de bandidos, o que será pior: a violência mortal das quadrilhas ?comuns? ou a violência mortal das quadrilhas formadas a partir da participação direta de policiais? Difícil distinguir o mais ou o menos terrível entre grupos de criminosos. Mas devemos reconhecer que é especialmente preocupante e desmoralizante a evidência de que gangues formadas por pessoas pagas, treinadas e armadas para defender a Lei e a Ordem. Mais difícil ainda é perceber que essa tragédia segue seu curso, como se fosse coisa comum, ocorrência de somenos importância. Essa guerra bandida tem de ser combatida e eliminada do cenário alagoano ? e essa é uma tarefa da verdadeira polícia.

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