loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Dia internacional pela n�o-viol�ncia contra a mulher

Ouvir
Compartilhar

| Maria Batista de Oliveira * Reverenciado no mundo inteiro, 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher. A data foi escolhida pelo movimento de mulheres como uma forma de lembrar quatro irmãs: Mirabal, Pátria, Minerva e Maria Teresa, barbaramente assassinadas, na República Dominicana, por uma operação militar desencadeada pelo ditador Rafael Trujillo. Essa data foi escolhida como Dia Internacional da não-violência contra a Mulher em um encontro feminista realizado, em 1981, pela Federação de Mulheres em Bogotá. A homenagem é o reconhecimento da luta empreendida por essas extraordinárias mulheres que responderam com a vida por sua revolta contra a violência expressada contra a mulher e contra aos direitos humanos de um povo. 25 de novembro também passou a ser conhecido como Dia Latino Americano da Não-Violência contra a Mulher. Em 1999 a Assembléia Geral da ONU instituiu essa data como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, como uma forma de denunciar a violência que a mulher padece em sua cotidianidade e a imperiosa necessidade de eliminar as agressões perpetradas contra a mulher. No Brasil, de acordo com o Relatório Nacional Brasileiro, a cada 15 segundos uma mulher é violentada. Em Alagoas essa forma de violência é acentuada, e as mulheres padecem de todas as formas de brutalidade (física, sexual, psicológica, patrimonial, financeira e moral). O movimento de mulheres, a delegacia e a imprensa têm registrado diariamente que elas são queimadas, torturadas, espancadas, estupradas, desqualificadas moralmente, socialmente, sofrem assedio sexual e moral e, sobretudo são impedidas de realizarem seu movimento existencial que a só a elas cabem fazer para o crescimento de seu ser mulher. A sociedade brasileira está alerta e de olho na Lei Maria da Penha e sua aplicabilidade. Participamos ativamente da campanha ?16 dias de Ativismo? iniciada no dia 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra). Registramos e denunciamos a tripla violência (gênero, raça e classe) que sofre a mulher negra, culminando com as seguintes datas 25 de novembro dia mundial da Não- Violência contra a Mulher e nos engajamos em todas as mobilizações contra todas as formas de violência. Combater a violência e contribuir para sua eliminação e um dever de todas/os aqueles/as que pensam em construir uma sociedade democrática, plenamente amorosa e solidária. (*) É professora da Ufal e presidenta do Conselho Estadual de Defesa e Direitos da Mulher.

Relacionadas